O petróleo subiu na manhã desta terça-feira (3) após o relato de que forças dos Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm, na entrada do Estreito de Ormuz. Um dia antes, os contratos haviam caído mais de 7% com o otimismo sobre as negociações de paz. Por volta das 11h40 (horário de Brasília), porém, o Brent já recuava 1,0%, a US$ 103,71, e o WTI cedia 0,2%, a US$ 96,26.
Preços
O Brent avançou entre 0,5% e 2,03% ao longo da madrugada e da manhã, conforme o horário da cotação. A Reuters registrou alta de 1,3%, a US$ 106,13, às 10h43 GMT. O WTI subiu 1,5%, a US$ 97,91, no mesmo horário. Na segunda-feira, o Brent fechou a US$ 104,77, queda de 7,63%, e o WTI a US$ 96,46. A queda refletiu a expectativa de avanço em conversas entre autoridades iranianas e mediadores do Catar para encerrar a guerra.
“O relato recolocou algum prêmio de risco no preço do petróleo”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, em tradução livre. O banco ING avalia que o mercado ainda tem “um grande prêmio de risco embutido”.
O ataque
Com base em autoridades americanas, que os EUA atingiram Qeshm na segunda-feira. Alguns funcionários disseram à Reuters que a ação foi defensiva, para impedir que o Irã atacasse navios comerciais em Ormuz. O episódio faz parte de uma série de ataques limitados que o Pentágono não anunciou. Uma autoridade disse que um caça americano destruiu um lançador de mísseis antiaéreos, em legítima defesa, depois de um disparo da Guarda Revolucionária. O Pentágono encaminhou perguntas ao Comando Central (CENTCOM). O Irã não confirmou o ataque, e a mídia estatal relatou explosões na ilha.



