As obras da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Águas Claras entraram na fase de acabamento e adequações prediais. Com investimento de R$ 17,6 milhões, a estrutura terá aproximadamente 2,6 mil metros quadrados, 65 leitos modulares e capacidade para atender adultos e crianças na região central da cidade, próximo ao metrô e ao Shopping de Águas Claras.
A unidade faz parte de um pacote de seis novas UPAs construídas pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Além de Águas Claras, estão previstas estruturas em Água Quente, Estrutural, Guará, Sol Nascente e Taguatinga. Todas seguem o mesmo padrão arquitetônico e assistencial, com 65 leitos e área construída semelhante. “A gente sabe que precisa melhorar, tanto que estamos construindo seis novas Upas”, afirmou a governadora Celina Leão.
Um dos diferenciais do projeto está na flexibilidade da estrutura. Os leitos serão modulares, o que permitirá reorganizar os espaços entre atendimento adulto e pediátrico conforme a demanda. As unidades também contarão com energia fotovoltaica e foram projetadas com áreas de repouso para as equipes, enfermarias amplas, postos de enfermagem, salas de atendimento nas classificações verde, amarela e vermelha e estrutura para raios-X.
A nova UPA também já passa por adequações para receber futuramente tomógrafos. Segundo o gerente de Obras e Fiscalização do IgesDF, Matheus Martins, a instalação dos equipamentos faz parte do planejamento das novas unidades. Ele destacou ainda que a localização próxima ao metrô foi considerada estratégica para facilitar o acesso da população.
A expectativa é especialmente alta entre moradores que hoje precisam sair de Águas Claras em busca de atendimento público. Segundo o presidente da Associação de Moradores da cidade, Román Cuattrin, mais de 25 mil moradores não possuem plano de saúde e atualmente precisam recorrer a outras regiões administrativas. Moradora de Águas Claras há cerca de 20 anos, Ana Maria Pinto, de 80 anos, também comemorou a proximidade da nova estrutura: “Para procurar atendimento médico público, a gente tinha que se deslocar para o Plano Piloto ou para Taguatinga, porque aqui nunca teve UPA”.



