Abril é reconhecido mundialmente como o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), iniciativa criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ampliar o debate sobre inclusão, respeito e direitos das pessoas autistas. No entanto, na Escola Classe do Setor Militar Urbano (EC SMU), o tema é trabalhado ao longo de todo o ano. A unidade desenvolveu o projeto Liga da Inclusão, que transforma a conscientização em experiências práticas no dia a dia escolar.
A iniciativa foi pensada para ir além do discurso, envolvendo professores e estudantes em ações concretas. Atualmente, a escola atende 27 alunos com necessidades educacionais especiais, o que torna ainda mais relevante o fortalecimento de estratégias que garantam a participação de todos no processo de aprendizagem.
“A proposta não consiste apenas em falar sobre inclusão, mas vivenciá-la. Queremos formar cidadãos que defendam o respeito e façam o outro se sentir pertencente em qualquer ambiente”, afirmou a professora Priscila Campos, uma das idealizadoras do Liga da Inclusão. Para a educadora, a experiência reforça a importância de ações contínuas para garantir a permanência e o sucesso de todos os estudantes no ambiente escolar.
Priscila explica que a iniciativa teve início com uma formação voltada aos docentes, incentivando a reflexão sobre práticas pedagógicas inclusivas. “As ações iniciais do projeto começaram com os professores, em um momento de reflexão sobre as diferenças, qualidades e identidades de cada um. Em seguida, o trabalho foi desenvolvido com os alunos”, explicou.
Em uma das atividades propostas, cada turma produziu um livro, destacando as características e potencialidades dos integrantes. “Também realizamos ações simbólicas, como o juramento da inclusão e a entrega de pulseiras aos participantes da Liga”, ressaltou.
Apoio essencial
A atuação nas salas de recursos é fundamental para garantir a inclusão dos estudantes com necessidades educacionais especiais. Na EC SMU, o trabalho é realizado de forma integrada entre sala de recursos, Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem (EEAA) e orientação educacional. Esse acompanhamento começa desde a chegada da criança à escola, com observação, avaliação das necessidades e definição das estratégias mais adequadas para sua participação nas atividades. Em atendimentos individualizados, é possível identificar potencialidades, interesses e novas formas de aprendizagem, contribuindo para adaptações pedagógicas mais eficazes.
O estudante Athos Sávio de Almeida, de 8 anos, é um exemplo de progresso com o apoio da sala de recursos. Quando chegou à escola, tinha dificuldades de socialização e pouca interação com os colegas. “Com o acompanhamento, Athos evoluiu ao longo dos meses. Hoje, ele já interage com os outros alunos, participa das atividades no recreio e também apresentou melhora no desempenho escolar”, explicou Janaína.
“Eu gosto de escrever. Gosto muito da escola, dos colegas e da professora”, contou Athos Sávio. Ele também destacou que gostou de participar da Liga da Inclusão, projeto que o ajudou a interagir mais com os colegas, como Athos de Paula Bulbol, de nove anos. “Ele é legal e também gosta da escola.”
Fique por dentro
A Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), desenvolve diversos projetos voltados ao atendimento de estudantes com necessidades educacionais especiais, especialmente com TEA, além da formação de docentes. As iniciativas incluem ações nas áreas pedagógica, cultural e de preparação para o mercado de trabalho, sempre com foco na inclusão, no respeito às diferenças e no desenvolvimento dos estudantes. Para conhecer todos os projetos e ações em detalhes, acesse o material completo disponível em PDF.
Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)


