O programa Viver 60+, voltado ao atendimento da população idosa no Distrito Federal, terá uma nova unidade no Lago Sul a partir do próximo dia 25. O espaço funcionará na administração regional da cidade, na QI 11, ampliando a presença do projeto em diferentes regiões administrativas do DF.
Coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), a iniciativa oferece atividades físicas, culturais, aulas de informática e acompanhamento psicológico para pessoas acima dos 60 anos. Atualmente, mais de 11 mil idosos participam das ações promovidas pelo programa.
A subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus, Dolores Moreira da Costa Ferreira, afirma que a expansão busca atender idosos em situação de isolamento social, independentemente da condição financeira ou da região onde vivem.
Segundo ela, muitos idosos enfrentam quadros de solidão e depressão após perdas familiares e mudanças na rotina, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao acolhimento e fortalecimento dos vínculos sociais.
Hoje, o Viver 60+ conta com 47 polos espalhados por 20 regiões administrativas. Parte das unidades funciona de maneira fixa, em espaços cedidos pelas comunidades, enquanto outros núcleos atuam de forma itinerante, permanecendo temporariamente em diferentes cidades do DF.
Um dos polos móveis mais recentes foi instalado no Recanto das Emas e registrou alta procura logo nos primeiros dias de funcionamento. O espaço oferece modalidades como ginástica, pilates, musculação, fisioterapia, dança, informática, fotografia, artesanato e atendimento psicológico.
De acordo com a coordenação do projeto, os idosos costumam participar de mais de uma atividade, o que amplia o número de atendimentos realizados mensalmente.
A aposentada Regina Luzia Pereira, de 63 anos, conta que a rotina mudou completamente após entrar no programa. Moradora do Sol Nascente, ela passou a frequentar aulas em diferentes regiões administrativas para continuar participando das atividades.
Já Francisca Moreira de Araújo, de 69 anos, afirma que as aulas ajudaram na recuperação da mobilidade. Segundo ela, os exercícios físicos contribuíram para melhorar movimentos que antes eram limitados.
Além dos benefícios à saúde, participantes destacam o impacto emocional do programa. O casal Sinesio Gomes Mendes, de 65 anos, e Maria de Fátima Antunes, de 62, relata que o convívio social criado pelas atividades ajudou a diminuir a sensação de solidão após os filhos deixarem a casa.
Até o fim do ano, os núcleos itinerantes do Viver 60+ também devem passar por regiões como São Sebastião, Itapoã e Plano Piloto.
Com informações da Agência Brasília


