A campanha de Leandro Grass (PT) ao Governo do Distrito Federal aposta na mobilização de moradores para ampliar o apoio ao candidato na nova etapa do segundo turno. Nesta terça-feira (13), Leandro cumpriu agendas no Riacho Fundo, incluindo a inauguração das casas-comitê do projeto Casas de Leandro e Lula, que transforma residências de apoiadores em pontos de divulgação das candidaturas.
A iniciativa começou na segunda-feira (12), com inaugurações na Estrutural e no Guará. A proposta é formar uma rede de casas de apoio em diferentes regiões administrativas do DF, levando materiais de campanha às vizinhanças e incentivando conversas entre familiares, amigos e outros eleitores. “Estamos ampliando agora a campanha para além daquelas pessoas que já estavam conosco, são trabalhadores, moradores, cidadãos que querem participar e fazer uma extensão da campanha na sua casa”.
“É casa por casa, rua por rua, quadra por quadra que vamos ganhar as eleições”, declarou o candidato. Segundo ele, o projeto já recebeu mais de 600 pedidos de inscrição desde o lançamento. Os participantes recebem placas, materiais de divulgação e orientações para mobilizar moradores. “As casas de Leandro, as casas de Lula são casas que se colocam à disposição para multiplicar nossa mensagem, formar grupos na comunidade, espalhar o nosso material”.
A estratégia busca descentralizar a mobilização eleitoral e ampliar a presença da campanha além dos atos com militantes e lideranças partidárias. Leandro afirmou que a iniciativa pretende envolver pessoas que ainda não participavam da campanha. “Nosso projeto ão é mais só do partido ou dos partidos da coligação, é uma campanha do povo e de todo mundo que quer melhorar Brasília”.
Demandas da região
A passagem pelo Riacho Fundo também foi marcada por propostas para áreas como saúde, educação, infraestrutura e geração de empregos. Grass apontou problemas no atendimento da UPA da região e defendeu o reforço das equipes de saúde. “O Riacho Fundo demanda saúde. Aqui existe um déficit muito grande. A UPA da região não tem médico, não tem enfermeiros suficiente para atender a população”.
Na educação, o candidato defendeu a ampliação da oferta de escolas de ensino médio. Também prometeu apoiar pequenos empreendedores e comerciantes para fortalecer a economia local e gerar oportunidades de trabalho perto de casa.
Grass ainda criticou as condições de vias e calçadas da cidade, com atenção às dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência. Na mobilidade, propôs iniciar estudos para levar o metrô até a região e ampliar as linhas e os horários de ônibus. “Precisamos iniciar imediatamente os estudos para a obra do metrô, ampliar as linhas de ônibus, ampliar os horários das linhas também.
A proposta faz parte de um plano mais amplo de expansão do transporte sobre trilhos no DF, que inclui metrô, monotrilho na região norte e VLT em áreas como a avenida Hélio Prates e o trajeto entre o aeroporto e o centro do Plano Piloto.
Reta final
O candidato também criticou a decisão da governadora, Celina Leão (PP), de não participar dos debates. Para Grass, a ausência prejudica o acesso dos eleitores às informações e impede a comparação entre as propostas dos candidatos. “É inacreditável que ela esteja fugindo dos debates. Por que ela não quer ir aos debates? Ela tem medo de quê ou de quem?”.
Grass também cobrou explicações sobre questões envolvendo o BRB, e a crise no atendimento da rede pública de saúde. “Cadê o dinheiro do BRB?. Enquanto as pessoas morriam na UPA, no Hospital de Base, no Hospital de Santa Maria, onde ela estava?”.
Na avaliação de Leandri, ainda há eleitores indecisos a pouco menos de duas semanas da votação. Ele afirmou que a estratégia é intensificar a presença nas ruas, apresentar propostas e buscar novos apoios. “A verdadeira e a única pesquisa que importa é a do dia 25 de outubro”, completou.


