Às portas das convenções partidárias de legendas que devem apoiar a candidatura de Leandro Grass (PT) ao Governo do Distrito Federal, dois partidos se movimentam para ocupar a vaga de candidato a vice na chapa do petista. PV e PSol querem o posto. De um lado, o Partido Verde aposta no nome de Dora Gomes e do outro psolistas defendem o nome de Tetê Monteiro.
O PV está federado com o PT e o PC do B, o que lhe obriga a dividir as vagas que serão disputadas no plano proporcional (candidaturas a deputados federais e distritais). Porém, isso não obriga os partidos a darem as vagas nas majoritárias (Executivo e Senado), postos esses que muitas vezes servem para atrair apoio de outras legendas.
Vendo que o PV pode acabar preterido, membros do partido querem mais destaque. “Entendemos que o PT já tem a vaga ao governo e ao Senado. Nada mais justo que o PV tenha a vice”, afirma o deputado federal Reginaldo Veras (PV).
“Vamos apresentar o nome de Dora [Gomes]. Ela é uma mulher negra e que tem forte ligação com o setor empresarial, inclusive com a Luiza Trajano. Estamos oferecendo uma pessoa com um viés do setor produtivo e que pode agregar à campanha do Leandro”, defendeu Veras.
Atualmente, a chapa de Grass tem definidas as duas vagas ao Senado. A primeira será da também petista e deputada federal Érika Kokay e a segunda da senadora Leila Barros (PDT). Esse acordo vem desde o ano passado e não deverá ser alterado, segundo o próprio Veras.
Para o parlamentar, a indicação de Dora Gomes é estratégica e oposta ao nome oferecido pelo PSol. “A Dora tem um viés de centro-esquerda. O PSol tem oferecido uma candidatura de extrema-esquerda. O que queremos é agregar mais votos.”
Decisão do PT
Pressionado a decidir sobre quem estará ao seu lado na chapa, o pré-candidato ao GDF Leandro Grass afirma que a escolha por um nome a vice será feita de forma colegiada. “Esta será uma definição coletiva no âmbito da coligação que estamos formando. São dois excelentes nomes, mas ainda temos alguns dias para a definição.”
Para o ex-deputado distrital e segundo colocado na eleição ao Palácio do Buriti em 2022, o nome a ser escolhido deve agregar ao projeto de governo. “A candidatura de vice precisa fortalecer o projeto político e nos ajudar na ampliação do diálogo com diferentes setores da sociedade”, conclui Grass.
Sem pressão
O nome de Dora também é defendido dentro da Federação. Entretanto, um dirigente que preferiu não se identificar, afirmou que tudo deverá ser negociado.
“Ela é um ótimo quadro. É consultora na área de TI (tecnologia da informação), ligada a movimentos nacionais. Mas, vamos entender se houver outro nome também. Isso dependerá dos vários momentos dessa negociação, e entendemos que ela é a favorita”, disse.
Apesar de favorita, o dirigente garantiu que não haverá uma pressão para que Dora seja escolhida. “Não existe pressão. Tudo é política e política é construção do que for melhor para o nosso campo. Nada mais legitimo do que um partido da federação reivindicar o posto.”


