Entre os monumentos que ajudam a contar a história de Brasília, a Casa de Chá ocupa um lugar especial. Localizada na Praça dos Três Poderes, um dos endereços mais emblemáticos da capital federal, a construção projetada por Oscar Niemeyer se consolidou, nos últimos dois anos, como um dos principais pontos de encontro gastronômicos e culturais da cidade. Desde sua reabertura como café-escola do Senac-DF, o espaço já recebeu mais de 300 mil visitantes, unindo arquitetura, formação profissional e sabores que traduzem a diversidade brasileira.
A marca é celebrada com o lançamento de um novo cardápio inspirado no tema “Sabores do Brasil, Raízes do Cerrado”, proposta que busca reforçar a identidade construída pela Casa de Chá desde sua reabertura. O menu valoriza ingredientes regionais e destaca a riqueza gastronômica de um bioma que, segundo o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, ainda é pouco reconhecido pela população.
“O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e muitas vezes foi tratado como um bioma de pouca riqueza, quando na verdade possui uma diversidade enorme. Ele conecta diferentes regiões do país e reúne influências da Amazônia, do Pantanal, da Mata Atlântica, do Semiárido e do Agreste”, afirma Vítor. “É aqui, no coração do Cerrado brasileiro, que mostramos essas riquezas para todos os brasileiros e para quem visita Brasília”.
Entre as novidades do almoço estão pratos como o filé mignon ao molho de umbu, acompanhado de cuscuz com castanhas brasileiras, passas e gremolata de maxixe, além do frango caipira ao molho de cajá servido com arroz da roça preparado com milho, cenoura e pequi. O cardápio também inclui opções veganas, como o shitake tostado levemente defumado com vinagrete de feijão-fradinho e purê de batata-doce roxa, além de um prato especial criado diariamente pelo chef da casa.
As novidades se estendem às entradas, lanches, sobremesas e bebidas. Entre os destaques estão a burrata cremosa com pesto artesanal e tomate confit, a tartine São João Dom Bosco e sobremesas inspiradas nos sabores do Cerrado, como o Florescer de Ipê, que combina bolo de laranja Bahia, creme de pequi e crumble de açafrão.
Indo muito além de um espaço gastronômico, a Casa de Chá se tornou um símbolo da revitalização de um patrimônio histórico da capital. Para Vitor Corrêa, o sucesso alcançado nos últimos dois anos representa também uma reconexão dos brasilienses com um dos espaços mais emblemáticos da cidade.
“É um reconhecimento do amor por Brasília. A Casa de Chá é feita pelos brasileiros e para os brasileiros. Na praça mais importante do país, ela representa a redescoberta de uma joia fundamental para a memória, para a identidade e para o patrimônio da nossa cidade”, destaca. “Receber mais de 300 mil visitantes em apenas dois anos demonstra isso de maneira muito forte”.
O projeto também desempenha um papel estratégico na formação profissional dos alunos do Senac-DF. Como café-escola, o espaço funciona como uma empresa pedagógica, permitindo que estudantes e egressos tenham contato direto com a rotina do mercado de trabalho.
“O Senac tem como característica o aprendizado na prática. Nos laboratórios, os alunos simulam situações que encontrarão na profissão. Aqui, eles vivenciam um contexto real de atendimento e operação, aperfeiçoando suas habilidades com excelência e se preparando para o mundo do trabalho”, explica o diretor regional.
Olhando para o futuro, a proposta é que a Casa de Chá continue acompanhando as transformações da cidade e ampliando sua programação cultural. A expectativa também é potencializada pela conclusão das obras de revitalização da Praça dos Três Poderes.
“O Café-Escola vai continuar dialogando com Brasília de maneira dinâmica, com exposições, lançamentos de livros, eventos e novas experiências gastronômicas. A recuperação da praça nos anima muito porque teremos um espaço ainda mais acessível e preparado para receber moradores e turistas”, afirma Vitor.


