Histórias de moradores do Distrito Federal mostram os efeitos dos grupos de tratamento ao tabagismo mantidos pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). Ao todo, são 77 grupos em unidades da rede pública, com atendimento multiprofissional e diferentes abordagens para quem quer abandonar o cigarro.
Na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Taguatinga, a diarista Keila Maria de Abreu, de 40 anos, decidiu parar de fumar há oito meses e afirma que a mudança trouxe benefícios para a rotina e para a família. Segundo ela, o dinheiro que antes era gasto com cigarro passou a ser usado em outras despesas, e a filha, Ana Luiza de Abreu, de 15 anos, relata melhora no ambiente de casa.
Na UBS 3 de São Sebastião, a publicitária Hélida Wonstein, também de 40 anos, passou a frequentar neste mês o grupo de tabagismo da unidade. Ela diz que quer evitar servir de mau exemplo para os filhos e relata avanços no processo, como ter deixado os cigarros mais habituais do dia a dia. Apesar de ainda não ter marcado o “dia D” para parar totalmente, afirma estar otimista.
De acordo com profissionais das unidades, o tratamento combina reposição de nicotina, controle da ansiedade, apoio psicológico, serviço social e dinâmicas em grupo. A farmacêutica Cristiane Falcão, da UBS 2 de Taguatinga, afirma que o cuidado é integral. Já a farmacêutica Fernanda França, da UBS 3 de São Sebastião, diz que as atividades incluem reflexões sobre o significado do cigarro e sobre o que ele já tirou dos pacientes, como dinheiro, saúde e tempo com os filhos.
O coordenador do Programa de Controle do Tabagismo no DF, Saulo Viana, afirma que o caminho para deixar o vício não é igual para todos e que há pacientes que conseguem parar em um único encontro, enquanto outros tentam várias vezes. Segundo ele, com apoio estruturado, a taxa de sucesso varia entre 15% e 85%, e o objetivo é atingir pelo menos 30%.
Os grupos também reúnem pessoas de diferentes idades e perfis. O aposentado Antônio Eustáquio Russo, de 69 anos, procurou atendimento após descobrir o início de um enfisema pulmonar e diz que sempre é hora de largar o vício. Já o estudante Mateus Mota, de 20 anos, participa de um grupo em São Sebastião e afirma que pretende parar de fumar para seguir sua futura carreira na área de educação física.
Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)



