DF entra em período de seca com umidade em declínio e temperaturas de até 28°C 

O sol e o tempo seco devem marcar a semana em Brasília. As temperaturas vão oscilar entre 16°C e 28°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com a umidade relativa do ar variando entre 30% e 45%. O índice acende o alerta para cuidados com a saúde, como hidratação constante e cautela na prática de exercícios físicos nos horários de maior calor. Para orientar o leitor sobre como lidar com o início do período de seca na região, a equipe do JBr conversou com um especialista.

De acordo com o Inmet, a previsão para a semana indica variação de nebulosidade, com o céu entre parcialmente nublado e poucas nuvens. A nebulosidade pode aumentar em alguns períodos, mas a tendência é de menos tempo nublado e uma presença maior do sol. Ainda segundo o instituto, ao longo desses dias não há previsão de chuva significativa; caso ocorra uma precipitação, será isolada e pontual. As temperaturas variarão entre 16°C de mínima e 28°C de máxima.

Em nota, o Inmet também destacou que, para os próximos dias, a umidade pode variar entre 30% e 45%. Em caso de registros de umidade próximos ou abaixo de 30%, haverá a emissão de avisos por meio dos canais oficiais da instituição. A recomendação para esse período é que a população evite atividades físicas e exposição ao sol nas horas mais quentes do dia e que se mantenha hidratada.

Cuidados com o sistema respiratório 

O pneumologista Jo Sousa deu dicas para a equipe do JBr de como preservar a saúde respiratória durante o que ele se referiu como o período de clima árido. Segundo ele, ao longo da temporada de clima mais seco, aumenta a poluição do ar e as pessoas que possuem doenças respiratórias crônicas, como asma, rinite alérgica e bronquites, dentre outras, costumam apresentar piora clínica, conhecida como descompensação da doença de base. “Nesse período, é recomendável também para a população em geral evitar praticar atividades físicas em locais abertos nos momentos mais quentes do dia, permanecendo longe de locais com fumaça ou poeira e tentando manter uma ingestão de líquidos não alcoólicos de forma adequada.”

Além disso, a orientação do especialista é a constância das medicações de uso contínuo, principalmente as inalatórias. Ele alertou que essas medicações reguladas não devem deixar de ser consumidas pelos pacientes, mesmo que nesse período estejam sem sintomas respiratórios. O pneumologista destacou que existem casos de algumas doenças respiratórias em que as pessoas costumam apresentar melhora importante no início do tratamento. “Porém, essa melhora não necessariamente indica cura. É fundamental manter o uso das medicações conforme indicado por seu médico e somente suspender por indicação médica.”

Jo indicou que algumas medicações de uso nasal não devem ser usadas sem orientação médica, principalmente os descongestionantes. De acordo com o médico, esses produtos podem causar efeitos colaterais potencialmente graves caso sejam usados de forma inadequada ou sem acompanhamento médico.

Além disso, outro alerta feito por Jo Sousa foi em relação à vacinação: as pessoas que possuem indicação de vacinação anual contra influenza/covid devem atualizar o cronograma vacinal conforme seu grupo.

O especialista finalizou com um reforço para que a população se atente para identificar sintomas como tosse persistente, sensação de “cansaço” aos esforços, chiado respiratório ou despertar noturno com falta de ar. “São sinais que não devem ser desconsiderados, recomendando consulta médica o mais breve possível”, disse. Ele finalizou salientando que as pessoas evitem consumir cigarros ou dispositivos recreativos.

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