Copa do Mundo: veja as expectativas das seleções para o mundial de 2026 (dos grupos G ao L)

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Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
*Por Hugo Monteiro

A Copa do Mundo de 2026 se inicia hoje, quinta-feira (11). Nesta edição, com o maior número de seleções, 48 no total, o torneio conta com diversas histórias, recordes a serem superados e craques de todos os continentes com o sonho de conquistar o mundo.

Veja como chegam as seleções participantes do mundial dos grupos G até o L.

Grupo G

Bélgica: A seleção Belga chega para 2026 com menos expectativa em relação às duas últimas copas. Com uma geração que tem os seus craques envelhecendo e em reconstrução, ainda vêem Kevin de Bruyne da Napoli-ITA sendo o principal nome e agora capitão de sua equipe, além dele os Diabos Vermelhos recebem a ajuda do craque do Manchester City-ING, Jérémy Doku e o seu paredão Thibaut Courtois, do Real Madrid-ESP.

De Bruyne ajudou a sua nação á retornar para a Copa do Mundo pela décima quinta vez, sendo a quarta vez seguida, se classificando na primeira posição em seu grupo nas eliminatórias. Agora a Bélgica chega para a competição em busca de fazer diferente de 2022 e chegar nas fases finais do campeonato, assim como foi feito em 2018.

Egito: Após ficar fora da última Copa do Mundo, os egípcios voltaram para a competição para fazerem a sua quarta participação na história. Assim como 2018, os africanos ainda contam com a estrela de seu capitão e ídolo do Liverpool-ING, Mohamed Salah, porém agora para 2026, ele recebe a ajuda de outra estrela da Premier League, Omar Marmoush do Manchester City.

Nas eliminatórias da copa do mundo o Egito foi a terceira melhor colocada geral do continente africano, e garantiu a primeira colocação de seu grupo conseguindo a vaga direta para a Copa. Para esta edição os egípcios mantêm o sonho de conquistar a primeira vitória do país na história das Copas, e alcançar o mata-mata da competição.

Irã: A seleção iraniana chega na Copa do Mundo após diversas polêmicas externas envolvendo o seu país e o anfitrião Estados Unidos. Porém, dentro das quatro linhas, o caminho do Irã para chegar a competição foi muito bom, terminando as eliminatórias em primeiro lugar de seu grupo, e contando com o brilho de seu craque e capitão, Mehdi Taremi.

Os Leões da Pérsia chegam para a sua sétima participação na Copa do Mundo, sendo a quarta seguida, a maior sequência de participações dos iranianos. Na competição o Irã busca se classificar para a segunda fase do campeonato, o que seria algo inédito.

Nova Zelândia: Com o aumento do número de seleções, e agora com o seu continente tendo uma vaga direta para a competição, a Nova Zelândia chega para 2026 no 85º lugar no Ranking da FIFA, sendo a pior colocação entre os países participantes desta edição da Copa do Mundo. Os neozelandeses chegam para a Copa após vencerem da Nova Caledônia no final de suas eliminatórias, terminando também de forma invicta com cinco vitórias em cinco confrontos, marcando 29 gols e sofrendo apenas um.

Os All Whites chegam com o seu principal craque e capitão, Chris Wood, jogador do Nottingham Forest-ING, para a sua terceira copa do mundo e assim como o Egito, em busca de sua primeira vitória na competição.

Grupo H

Espanha: Após muitos anos, a Espanha chega para a Copa do Mundo com o status de favorita ao título. Com uma equipe muito coletiva, a La Fúria conta com diversos craques no seu elenco, principalmente as estrelas do Barcelona-ESP, Pedri e Lamine Yamal, além do vencedor da Bola de Ouro de 2024, Rodri.

Atual campeã da Europa, e avassaladora nas eliminatórias, onde sofreu apenas dois gols, a Espanha é a atual segunda colocada do ranking da FIFA e vem jogando um bonito futebol comandado pelo treinador Luis de La Fuente.

Cabo Verde: Estreante na copa do mundo, os Tubarões Azuis, chegam na Copa do Mundo de 2026 querendo surpreender assim como fizeram nas eliminatórias. Em um grupo com o gigante africano Camarões, Cabo Verde conseguiu mostrar a sua força e ficou em primeiro do grupo, garantindo a sua vaga para o mundial.

Sem nenhum nome de grande destaque, a equipe cabo-verdiana tem os seus principais destaques sendo o capitão e principal atacante, Ryan Mendes, sua grande promessa, Garry Rodrigues, seu pilar defensivo, Logan Costa, e o seu goleiro experiente, Vozinha.

Arábia Saudita: Após o Mundial de 2022, onde a Arábia Saudita ficou marcada por vencer a atual campeã Argentina, os Falcões Verdes, vem para a competição após uma campanha complicada nas eliminatórias, onde precisou ir até a última fase, para enfim conseguir a classificação direta para a Copa do Mundo

Liderados por seu capitão e principal craque, Salem Al-Dawsari, do Al-Hilal-KSA, os árabes terão uma difícil missão de conquistar pontos contra duas tradicionais seleções de seu grupo para buscar a sua segunda classificação para o mata-mata, após 32 anos.

Uruguai: A Celeste chega para o Mundial liderados pelo histórico treinador sulamericano, Marcelo Bielsa, que ajudou a seleção uruguaia a conquistar a quarta colocação nas eliminatórias sul-americanas. Para a Copa de 2026, o Uruguai chega renovado, com novos nomes, e sem jogadores badalados de competições passadas, como Luís Suárez e Edinson Cavani, os uruguaios agora, nutrem as suas esperanças no craque do Real Madrid, e capitão da seleção, Federico Valverde, além de nomes conhecidos do futebol brasileiro, como o de Giorgian de Arrascaeta.

Los Charrúas, buscam se classificar para o mata-mata da competição, diferentemente do que foi feito na Copa do Mundo de 2022. Mesmo fora dos holofotes do futebol mundial, há diversos anos, os uruguaios mantém o sonho do tri mundial vivo.

Grupo I

França: A seleção francesa chega para o Mundial de 26 como uma das favoritas, e com apenas uma missão em mente, ser o campeão. Os Les Blues vem de uma campanha tranquila nas eliminatórias, passando de seu grupo de forma invicta.

A Atual vice campeã, e que venceu em 2018, chega agora com o seu craque, Kylian Mbappé, mais experiente, o agora jogador do Real Madrid-ESP, conta com três grandes nomes para dividir o protagonismo da seleção, Rayan Cherki do Manchester City-ING, apareceu na última temporada do futebol europeu brilhando na Inglaterra, e conquistou a sua posição na França, além dele, outra novidade é Michael Olise do Bayern de Munique-ALE, ele que assim como Cherki, não participou das campanhas de 2018 e 2022, mas já demonstrou toda a sua qualidade no clube alemão, por outro lado, Ousmane Dembelé, atual bola de ouro e bi-campeão da Liga dos Campeões da Europa, participou das Copas do Mundo de 2018 e 2022 ao lado de Mbappé, mas agora chega como um dos principais nomes de sua seleção. Além disso, contam com um longo e vitorioso trabalho do treinador Didier Deschamps, que já anunciou que essa será a sua última competição no comando da França

Senegal: Após uma polêmica vitória na Copa Africana de Nações, Senegal chega para a Copa do Mundo com seus principais craques envelhecidos, e longe de seus auges técnicos e físicos. Apesar desse fato, a equipe senegalesa conseguiu manter a sua força para brigar pela classificação em seu grupo nessa edição do Mundial

Com seu craque Sadio Mané, agora no Al-Nassr-KSA, e seu Capitão, Kalidou Koulibaly, do Al-Hilal-KSA, os Leões de Teranga, que agora veêm seus principais craques longe dos clubes europeus, chegaram na copa do mundo após uma boa campanha nas eliminatórias, terminando em primeiro e indo direto para o Mundial.

Iraque: Os leões da mesopotâmia, chegam ao Mundial para a sua segunda participação na história do torneio. Após uma campanha complicada nas eliminatórias, o Iraque precisou de duas repescagens para chegar na Copa do Mundo, a primeira foi a asiática, onde venceu os Emirados Árabes Unidos por 3 a 2 no placar agregado, e conquistando uma vaga na repescagem geral, os iraquianos, encontraram a Bolívia em seu caminho, e venceram por 2 a 1, dessa forma, conseguindo se classificar para a competição.

Guiados pelo seu craque, Aymen Hussein, do Al-Karma-IRQ e pelo seu capitão, Jalal Hassan, do Al-Zawraa-IRQ, a seleção iraquiana, chega ao mundial na procura de conquistar a sua primeira vitória na história, já que em 1986, o Iraque marcou apenas um gol, e não venceu as suas partidas.

Noruega: 28 anos longe da competição, a Noruega chega ao Mundial pela quarta vez em sua história. Com o brilho dos craques da Premier League, e líderes da seleção, Erling Haaland, do Manchester City-ING, e o capitão Martin Odegaard, do Arsenal-ING, a noruega se classificou em primeiro lugar de seu grupo nas eliminatórias europeias, e deixando a gigante Itália na segunda colocação do grupo.

Os Leões noruegueses, chegam na Copa do Mundo na busca pelo mata-mata, e avançar para as quartas de final, já que a melhor campanha norueguesa foi alcançar as oitavas de final nas copas de 1938 e 1998.

Grupo J

Argentina: A atual campeã do mundo chega novamente como favorita para vencer a competição. Após uma campanha espetacular nas eliminatórias com nove pontos de distância do segundo colocado, a Argentina vai ao mundial pela décima nona vez na história, e décima quarta vez seguida, em busca da quarta estrela em sua camisa.

Agora com uma geração renovada, e sem alguns dos nomes mais experientes de sua seleção, a Argentina ainda conta com seu craque e capitão Lionel Messi, que fará a sua última Copa do Mundo, porém, perdeu um jogador histórico da seleção, Ángel Di Maria que se aposentou da albiceleste. Apesar disso, a seleção mantém a base que foi campeã do mundo em 2022, mantendo 17 dos 26 convocados.

Argélia: Longe do Mundial desde a edição de 2014, no Brasil, as Raposas do Deserto, retornam para a competição após uma campanha tranquila nas eliminatórias, garantindo a primeira colocação de seu grupo e uma das melhores campanhas do continente africano.

Garantida na sua quinta copa do mundo, e com a inspiração de seu craque e capitão Riyad Mahrez, do Al-Ahli-KSA, a Argélia almeja repetir a boa campanha na Copa realizada em solo brasiliero, e se classificar para as fases finais da competição.

Áustria: A seleção austríaca retorna para a Copa do Mundo, depois de seis edições longe do torneio, para fazer a sua oitava aparição na competição. Após uma campanha dura nas eliminatórias, onde conseguiu vencer o seu grupo, com apenas dois pontos de diferença para a segunda colocada, a Áustria volta para o Mundial após 28 anos.

Liderados pelo seu craque e capitão, David Alaba, jogador do Real Madrid-ESP, e pelos experientes, Arnautovic, do Estrela Vermelha-SRB, e Sabitzer do Borussia Dortmund-ALE, os austríacos têm o sonho de repetir a campanha da copa do mundo de 1954, onde terminaram na terceira colocação, porém a expectativa é se classificar para as fases eliminatórias da competição.

Jordânia: Mais uma estreante do Mundial, a Jordânia conquistou a sua classificação para o torneio com a segunda colocação de seu grupo nas eliminatórias asiáticas, atrás apenas da Coreia do Sul.

Com o principal destaque, Musa Al-Taamari, do Rennes-FRA, e liderados por seu capitão, Ihsan Haddad do Al-Hussein-JOR, os jordanianos esperam fazer uma boa campanha nos grupos e sonhar com a classificação para o mata-mata na sua primeira participação.

Grupo K

Portugal: Participando da Copa do Mundo pela sétima vez seguida, e pela nona vez em sua história, a seleção portuguesa chega como uma das favoritas ao título pela primeira vez na história. Após uma boa campanha nas eliminatórias, se classificando de maneira tranquila, Portugal almeja conseguir no mínimo repetir a campanha de 1966, onde foi a terceira colocada do torneio.

Lideradas pelo seu capitão, e principal nome desde 2010, Cristiano Ronaldo, hoje no Al-Nassr-KSA, se despede do Mundial nesta edição, porém, agora para 2026 os Lusos tem um time cheio de estrelas, como Vitinha e João Neves, bicampeões da Liga dos Campeões da Europa pelo Paris Saint-Germain, e Bruno Fernandes, um dos craques da Premier League pelo Manchester United, dessa forma, a seleção portuguesa mantém o sonho do título vivo na última Copa de seu ídolo e maior jogador.

RD Congo: A República Democrática do Congo chega para a sua primeira Copa do Mundo com esse nome, pois em 1974, primeira participação do país no Mundial, a nação ainda se chamava Zaire, agora para 2026, a RD Congo chega para a sua segunda aparição no torneio após 52 anos de espera. Após terminar em segundo lugar no seu grupo das eliminatórias, os Leopardos precisaram da repescagem africana para chegar na repescagem geral para a competição, após vencer o Camarões e a Nigéria, os congoleses avançaram para enfrentar a Jamaica na repescagem geral e conquistaram uma vitória por 1 a 0, conseguindo a sua classificação para o campeonato de 2026.

A segunda seleção com mais jogadores que não nasceram em seu país na Copa do Mundo, a RD Congo vê Yoane Wissa, do Newcastle-ING, e Cédric Bakambu, do Real Betis-ESP, como os seus principais jogadores, além deles, o seu pilar defensivo é Axel Tuanzebe, do Burnley-ING, um dos seis jogadores nascidos em seu território. Os congoleses têm a esperança de em 2026 marcar o seu primeiro gol no Mundial, e também buscar a sua primeira vitória na competição.

Uzbequistão: Fazendo a sua estreia no Mundial, a seleção uzbeque, garantiu a sua classificação após uma boa campanha nas eliminatórias ficando em segundo no seu grupo, apenas dois pontos atrás do líder Irã.

Liderados por seu capitão Eldor Shumorodov do İstanbul Başakşehir, e o seu craque na defesa Abdukodir Khusanov do Manchester City, os Lobos Brancos chegam na Copa para fazer história e buscar a classificação para as fases eliminatórias.

Colômbia: A seleção colombiana retorna para o mundial para fazer a sua sétima participação na competição, após ficar de fora da edição de 2022. Com uma boa campanha nas eliminatórias, a Colômbia conseguiu a terceira colocação na América do Sul e se classificou para a Copa do Mundo de 2026.

Ainda com um de seus principais nomes sendo James Rodríguez, um dos craques da copa de 2014, mas agora com novos destaques como Luis Díaz, do Bayern de Munique-ALE, e diversos nomes conhecidos do futebol brasileiro como, Jhon Arías, Jorge Carrascal e Richard Ríos, a seleção colombiana chega no mundial com a esperança de repetir a sua melhor campanha da história, chegar ao menos nas quartas de final da competição.

Grupo L

Inglaterra: A seleção inglesa chega para mais uma Copa do Mundo com uma clara missão, voltar a ser campeã mundial, e será uma das favoritas para conseguir tal feito. Com a liderança de seu grupo, e a melhor campanha geral das eliminatórias, a Inglaterra vai para a sua décima sétima participação no mundial, e a sua oitava seguida.

Com diversos craques em seu elenco, como Harry Kane, do Bayern de Munique, Jude Bellingham, do Real Madrid, e Declan Rice, do Arsenal, o English Team vai em busca do sonho do título após 60 anos de espera.

Croácia: Com duas grandes campanhas nos últimos mundiais, a Croácia chega para o mundial de 2026 com a sua geração já envelhecida e em reconstrução, porém, mesmo com uma reestruturação de sua seleção, os croatas mantém o brilho de seu futebol, se classificando em primeiro lugar em seu grupo nas eliminatórias com seis pontos de distância da segunda colocada.

Agora com seus principais craques, Luka Modrić, e Ivan Perišić, com 40 e 37 anos, respectivamente, os Axadrezados, buscam melhorar os seus feitos das últimas copas e se tornar campeã do mundo.

Gana: Chegando para a sua quinta participação em Copas do Mundo, a seleção ganesa ostenta a segunda melhor campanha de um país africano no torneio, chegando nas quartas de final em 2010. Conquistando a primeira colocação de seu grupo nas eliminatórias, os ganeses retornaram para a segunda copa seguida.

Com os seus principais jogadores, Iñaki Williams, do Athletic Bilbao e naturalizado ganês, e Antoine Semenyo, do Manchester City, a Gana sonha em repetir o feito realizado na África do Sul 16 anos atrás, porém com duas potências em seu grupo será uma missão muito complicada.

Panamá: Retornando para o Mundial pela segunda vez na história, desta vez, sem os três anfitriões da Copa nas eliminatórias, o Panamá se classificou com a segunda melhor campanha e na liderança de seu grupo.

Com a liderança de seu capitão, Aníbal Godoy, que participou do torneio de 2018, e com seu craque, Adalberto Carrasquilla, Los Canaleros buscam conquistar a sua primeira vitória no torneio.

*Supervisão de Luiz Claúdio Ferreira

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