A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta terça-feira (16), sessão solene em homenagem ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. O encontro reuniu representantes da saúde pública e privada, instituições parceiras, doadores e autoridades para reforçar a importância da doação de sangue no atendimento de pacientes.
Durante a solenidade, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, afirmou que doar é um gesto de amor e defendeu a ampliação do debate sobre o tema. Ela também destacou a parceria entre o IgesDF e a Fundação Hemocentro de Brasília para garantir o atendimento aos pacientes dos hospitais administrados pelo instituto, citando o Hospital de Base (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e o Hospital Cidade do Sol (HSol).
Autor da homenagem e presidente da sessão, o deputado Jorge Viana lembrou que a doação de sangue ainda é um desafio no país. Segundo ele, apenas 1,6% da população brasileira doa sangue regularmente, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que esse índice chegue a pelo menos 3%.
O presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto, ressaltou que não existe tecnologia capaz de substituir o sangue humano e afirmou que cada doação representa uma oportunidade de tratamento e recuperação para milhares de pacientes. Ele também destacou a importância da mobilização da sociedade para manter os estoques em níveis seguros.
Representando o Ministério da Saúde, a coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados, Luciana Maria de Barros, lembrou que o Dia Mundial do Doador de Sangue foi criado pela Organização Mundial da Saúde em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos. Ela afirmou ainda que a data simboliza cidadania, responsabilidade social e altruísmo.
Luciana recordou que, até os anos 1970, a doação remunerada era comum no país e expunha doadores e receptores a riscos. Segundo ela, a construção da rede pública de hemocentros a partir da década de 1980 e a proibição da comercialização de sangue pela Constituição Federal de 1988 consolidaram um modelo baseado no voluntariado, na gratuidade e no anonimato. A gestora também disse que 2026 marcará os 25 anos da Política Nacional do Sangue e do Sistema Nacional de Sangue (Sinasan).
A médica hematologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Nina de Oliveira, também participou da sessão e agradeceu aos doadores pelo impacto que cada bolsa de sangue tem na vida dos pacientes. Ao final do evento, a CLDF entregou moções de louvor a profissionais e colaboradores da hemoterapia no Distrito Federal, entre eles Daiane Pereira, James de Sousa e Juliana Xavier, além de doadores que contribuem para a manutenção dessa rede de solidariedade.
*Com informações do Iges-DF


