A governadora interina do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), pediu que o adversário na disputa pelo Palácio do Buriti se comprometa a orientar apoiadores a evitar provocações e violência eleitoral. A declaração ocorre após a circulação de panfletos apócrifos que associam a candidata ao número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Celina afirma que a confusão entre os números pode ter prejudicado seu desempenho no primeiro turno e diz que a campanha reforçou a identificação do número 11, que representa sua candidatura.

“Esse erro nos levou ao segundo turno. A gente quer levar o número certo”, declarou Celina. Segundo ela, a campanha inicialmente evitou espalhar muitos materiais pelas ruas para reduzir a poluição visual, mas decidiu reforçar a identificação da candidatura. A governadora interina também afirmou que a proximidade com as campanhas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, que utilizavam uma música capaz de gerar confusão, pode ter contribuído para o problema.
Celina argumentou que eleitores que votaram no número 22 no primeiro turno dificilmente escolheriam o candidato do PT, número 13, e avaliou que o resultado poderia ter sido diferente caso sua campanha tivesse comunicado melhor o número correto. Na disputa pelo Governo do Distrito Federal, sua candidatura está associada ao número 11, enquanto o 22 é utilizado por Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
Compromisso
Além da confusão numérica, a candidata manifestou preocupação com o aumento de episódios de violência durante o segundo turno. Ela relatou ocorrências envolvendo agressões em espaços comerciais, abordagens hostis a veículos e um estudante que teria sido agredido e expulso de uma escola. Segundo Celina, o caso do jovem foi encaminhado para apuração pela Secretaria de Educação.
A governadora interina afirmou que sua campanha não produz nem solicita a retirada de materiais apócrifos dos adversários e defendeu uma disputa pautada pela civilidade. Ela também pediu que as militâncias evitem provocações e que os candidatos orientem seus apoiadores a respeitar opiniões divergentes.
“Esses atos, eu tenho certeza que são fatos isolados, que acontecem de forma isolada por alguns extremos”, disse. Apesar disso, Celina afirmou que a escalada da violência nos últimos dias exige atenção e reforçou que os eleitores devem ter liberdade para escolher seus candidatos.
Questionada sobre possíveis medidas na Justiça Eleitoral, a candidata disse que solicitou ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma audiência com o adversário para que ele se comprometa a gravar vídeos pedindo tranquilidade à própria militância. Segundo ela, o objetivo é estimular um compromisso mútuo contra agressões e episódios de hostilidade durante a campanha.
“A sua democracia começa quando você respeita o meu direito de pensar diferente de você”, afirmou Celina, ao defender que Brasília seja um exemplo de respeito democrático.
A candidata também criticou a divulgação de materiais apócrifos e a depredação de espaços públicos, sem identificar os responsáveis pelas ações. Ela reiterou que pretende manter uma campanha pacífica e pediu que o adversário adote a mesma postura.

