Celina Leão (PP) garantiu nesta quinta (4) que o Projeto de Lei (PL) referente à recuperação de caixa do Banco de Brasília (BRB) é amparado pelo debate promovido sobre o tema no Supremo Tribunal Federal (STF). “É bom lembrar que o acordo, assinado e comprovado, tem o pedido da restituição dos recursos”, defendeu a titular do Buriti durante agenda na Rodoviária do Plano Piloto. A medida tem por objetivo salvar o caixa do BRB, dragado no escândalo do Banco Master.
Ao defender a aprovação do PL, encaminhado à Câmara Legislativa (CLDF) nesta semana, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília, a titular do Buriti se baliza pelo acordo feito na Suprema Corte para tomada de crédito no total de R$ 6,6 bilhões para recompor o caixa da instituição distrital. “A gente está dialogando com os deputados, inclusive da oposição. É algo bem tranquilo”, conclui Leão.
A proposta, encaminhada em regime de urgência, autoriza o Distrito Federal à tomada de créditos no valor de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). De acordo com o secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, a operação visa fortalecer os indicadores prudenciais e a solidez patrimonial do BRB. O titular da pasta ressaltou a relevância pública da instituição, que intermedia operações de crédito habitacional, execução de obras públicas e fomenta ao empresariado.
A articulação do STF, mediada pelo ministro Luiz Fux, ocorreu em meio a desentendimentos entre GDF e União sobre os aportes para salvar o banco da capital. O rombo no caixa, estimado em R$ 16 bilhões, deve-se à compra de ativos sem lastro da instituição do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso. A aquisição dos “fundos podres” foi paga, mas, antes das transferências dos papéis, o Master foi liquidado pelo Banco Central.



