O candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSB, Ricardo Cappelli, comentou o pedido de impugnação da candidatura de José Roberto Arruda (PSD), também postulante na disputa ao Palácio do Buriti, pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Nesta quinta-feira (20), durante entrevista à CNN, Cappelli afirmou que confia na Justiça, mas que há uma articulação política da chapa de Celina Leão (PP), atual governadora, para barrar a candidatura de Arruda.
“Confio no Ministério Público, na Justiça. O que eu não concordo é o que o atual governo Celina Leão está fazendo. Porque as notícias que circularam é que o candidato a vice-governador na chapa de Celina Leão tem atuado nos tribunais constantemente para barrar a candidatura do Arruda”, declarou.
O pessebista se referiu ao candidato a vice-governador, Gustavo Rocha (Republicanos). Há rumores de que Rocha tem atuado nos bastidores dos tribunais para reverter a elegibilidade de Arruda, atualmente um dos maiores adversários de Celina no pleito. Cappelli disse que não concorda que o pessedista seja retirado da disputa por meio do “tapetão”.
“Foi o mesmo que eles fizeram na eleição passada, quando numa manobra no tapetão, uma manobra partidária, eles impediram o ex-senador Reguffe de ser candidato. O que eu não concordo é que candidatos que estão participando do processo eleitoral se movimentem explicitamente para tirar um concorrente da disputa”, acrescentou.
Nesta quinta-feira, o MPE entrou com pedido de impugnação de Arruda. A Justiça Eleitoral ainda deve analisar a solicitação. Segundo o órgão, o pessedista está inelegível até 2030, ou seja, por um período de 12 anos.
Ao se posicionar sobre a situação, Arruda disse que o pedido “faz parte do jogo e, de certa forma, já era esperado”. “O registro da minha candidatura está em acordo com a lei e quem tem a lei do lado não pode ter medo de voto”, garantiu
“Não tenho nenhuma dúvida que a minha candidatura receberá o registro de acordo com a lei e vamos disputar a eleição e fazer com que a população possa escolher quem vai governar Brasília nos próximos quatro anos”, acrescentou.


