Em evento nesta terça (18), o candidato José Roberto Arruda (PSD) voltou a criticar a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB), realizada em dezembro de 2020. Questionado pelo Jornal de Brasília, o ex-governador prometeu uma auditoria “sim nos primeiros 90 dias de governo fazer uma auditoria séria sobre o péssimo serviço que a Neoenergia está prestando em Brasília”, caso eleito para um retorno ao Palácio do Buriti. “Se não melhorar, vou à Justiça para rever a privatização, que também merece uma auditoria profunda”, anunciou.
As declarações se deram em evento do deputado Alberto Fraga (PL), que busca a reeleição à Câmara dos Deputados. Fraga declarou publicamente apoio a Arruda no mesmo palco onde estavam Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, candidatas ao Senador pelo mesmo PL, mas na chapa de Celina Leão (PP), que busca um novo mandato.
O ex-governador ainda teceu críticas aos valores envolvidos na negociação com a Bahia Geração de Energia, subsidiária do grupo espanhol Neoenergia. “A CEB tinha ativos da ordem de R$ 4 bilhões e foi vendida por R$ 1,6 [bilhão]”, pontuou. Na verdade, de acordo com os documentos apresentados ao Conselho Administrativa de Defesa Econômica (CADE), o valor do lance chegou a R$ 2,5 milhões – sendo o valor mínimo exigido pelo GDF chegou a algo próximo a R$ 1,5 bilhão.
O ex-governador ainda criticou a oferta de energia extra para setores da população, além de, novamente, citar o escândalo do BRB, dragado na crise desencadeada pelo Banco Master. “A CEB era uma empresa modelo no país. Hoje [em] Brasília, se anda de noite, vê um monte de luz apagada; se você vai buscar um aumento de carga demora seis meses”, disparou. “É a capital do país. Jogaram a CEB fora e agora estão querendo quebrar o BRB. Nós precisamos resgatar Brasília”, finalizou.



