A impugnação de José Roberto Arruda (PSD) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um vácuo na corrida do candango ao governo.
Nesta segunda (28), a cúpula do PSD – agora órfão de candidatura – formalizou o apoio à reeleição da governadora em evento no Setor Hoteleiro Norte, na sede da legenda, conforme adiantado pelo Jornal de Brasília na sexta (25). Com isso, a Celina amplia sua base eleitoral a seis dias do primeiro turno em um momento em que o principal adversário foi retirado da disputa.
A solenidade contou com a cúpula do partido, incluindo o presidente distrital, Paulo Octávio, e foi aberta com a leitura de um manifesto no qual lamenta a decisão que barrou Arruda, mas reiterou “seu respeito às instituições” e ao “Estado Democrático de Direito”. Na leitura, foram citados problemas nas políticas públicas de Saúde, de Educação e de Segurança Pública e também do BRB.
A governadora, por sua vez, fez menção honrosa a José Roberto Arruda e à campanha promovida pelo PSD. “Sei que hoje é um dia difícil; sei que vocês trabalharam em outro projeto e deram o coração. nós temos compromisso com vocês. O PSD levou o nome do governador Arruda para todo lugar, e eu respeito isso”, disse. “Esse apoio não me enche de arrogância, enche de responsabilidade. não cabe inimigo na política, cabe só adversário”, garantiu.
Paulo Octávio aumentou a lista de deferências. “Governadora, nós temos uma convivência muito interessante”, disse Paulo Octávio, ao lembrar que era presidente do PP quando da filiação de Celina, em 2018. “É muito importante o partido dar sustentação a um governo, e é isso que faremos com o novo governo Celina”, garantiu o empresário. “A definição de apoiá-la é porque nos vemos como ela tem se dedicado nos últimos meses”, reforçou o ex-governador. Ele também falou, em tom de brincadeira, que espera que a comemoração pela vitória se dê ja em primeiro turno, no próximo domingo (4).
Agora, o PSD, presidido em nível nacional por Gilberto Kassab – candidato a vice na chapa pura com Ronaldo Caiado -, foca-se em eleger uma bancada numerosa tanto no parlamento distrital, quanto no nacional, e, no DF, Celina seria a principal ferramenta para esse objetivo.
Candidata ao Senado pelo PL, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro marcou presença no palanque.
“Estar ao lado de Paulo Octávio é uma honra, ele é quase um patrimônio de Brasília”, afagou Michelle. Em seguida, discursou em defesa de uma maior participação do público feminino na Política. “Precisamos de mais mulheres, porque a gente atua com feminilidade. Pegamos a dor e as marcas do dia a dia e transformamos em luta”, pontuou. “A gente não pode vacilar, sob risco de elegermos duas senadoras do Lula”, disse Michelle, que agradeceu a Ronaldo Fonseca, que era candidato ao Senado pelo PSD, mas abriu mão da candidatura.



