TJDFT realiza sessão especial em homenagem à desembargadora Maria de Lourdes Abreu

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) realizou, na tarde desta terça-feira, 7 de abril, uma sessão especial do Tribunal Pleno em homenagem póstuma à desembargadora Maria de Lourdes Abreu, falecida em 18 de março, em Brasília.

A cerimônia, marcada por emoção e respeito, foi conduzida pelo 1º vice-presidente do TJDFT, desembargador Roberval Belinati, que destacou o legado de exemplo, dignidade e amor à Justiça deixado pela magistrada. Belinati enfatizou sua retidão, competência técnica, compromisso com o interesse público e sensibilidade no exercício da função jurisdicional, além de sua liderança serena e dedicação à construção de instituições mais fortes e próximas da sociedade.

Durante a sessão, foi exibido um vídeo de entrevista com a desembargadora, realizada em fevereiro. Representantes de instituições como o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) prestaram homenagens. A procuradora-geral de Justiça em exercício do MPDFT, Selma Sauerbronn, leu uma mensagem enviada pelo procurador-geral Georges Seigneur. Na nota, Seigneur ressaltou que Maria de Lourdes carregou o DNA do MPDFT até o último dia, personificando a harmonia entre o Parquet e o Judiciário, com combatividade temperada pela prudência e olhar atento ao jurisdicionado.

Sauerbronn também prestou depoimento pessoal, descrevendo a homenageada como uma mulher cuidadosa com as pessoas, palavras e decisões, capaz de enxergar as histórias e dores além dos autos. Ela destacou que, ao lado de sua sensibilidade, Maria de Lourdes exercia o Direito com rigor, profundidade e responsabilidade, honrando cada função confiada.

O presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, expressou respeito à trajetória da magistrada, que honrou o quinto constitucional e atuou como ouvidora-geral escutando a advocacia e a sociedade. O desembargador José Firmo Reis Soub, ouvidor-geral em exercício, emocionou-se ao recordar 45 anos de convívio, descrevendo-a como acolhedora, amorosa e ligada à família. Ele enfatizou sua acessibilidade, com portas sempre abertas no gabinete, tornando-o um lugar de pessoas, não apenas de autos, e que a escuta é o início de toda solução verdadeira.

O decano da Corte, desembargador Cruz Macedo, sugeriu lembrar Maria de Lourdes pela canção ‘Chega de Saudade’, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. O desembargador Jair Soares reforçou essas palavras.

Maria de Lourdes Abreu ingressou no MPDFT em 10 de fevereiro de 1981. Foi promovida a promotora de Justiça substituta em 1984 e a procuradora de Justiça em 1994. Exerceu funções relevantes, como conselheira do Conselho Superior, diretora da Fundação Escola Superior do MPDFT e secretária-executiva do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais. Antes de ser nomeada desembargadora em 2014 pelo quinto constitucional, coordenava a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão da Ordem Jurídica, atuando em áreas como meio ambiente e patrimônio cultural.

No TJDFT, ocupava o cargo de ouvidora-geral e integrava a 3ª Turma Cível e a 1ª Câmara Cível. A sessão contou com a presença de familiares, incluindo o esposo Marcelo Quintanilha, irmãos Francisco, Pedro e João Abreu, sobrinhos e primos, além de servidores do MPDFT e TJDFT. Antônio Marcos Dezan, vice-procurador-geral do MPDFT, também participou da mesa de honra.

Após o falecimento, o presidente do TJDFT, desembargador Waldir Leôncio Júnior, e o ouvidor-geral em exercício, José Firmo Reis Soub, manifestaram-se em nota oficial.

*Com informações do TJDFT

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