Projeto de inclusão da EC 106 Norte se destaca em circuito científico no Plano Piloto


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Um projeto desenvolvido na sala de recursos generalista da Escola Classe 106 Norte foi um dos destaques da etapa regional do 14º Circuito de Ciências da Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto. Apresentada nesta quinta-feira (28), no Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Cruzeiro, a iniciativa, intitulada “Ipê da Inclusão”, envolveu estudantes com deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiências múltiplas em uma proposta interdisciplinar sobre o ciclo da água.

A mostra científica, que reúne 50 trabalhos de diversas escolas da região, tem como tema central a preservação da água e busca integrar todas as etapas e modalidades da educação pública do Distrito Federal. O evento ocorreu das 9h às 17h e contou com a participação de instituições parceiras como Sesc, Sebrae, Adasa e o Batalhão de Polícia Ambiental.

Ciência e inclusão em sala de aula

O projeto “Ipê da Inclusão” foi idealizado pela professora Vanda Maria Aparecida da Silva, responsável pela sala de recursos da EC 106 Norte. Segundo ela, a ideia surgiu da necessidade de desenvolver habilidades específicas nos alunos por meio de uma abordagem prática e visual.

“Quando soube que o tema do Circuito era água, pensei nas maquetes do ciclo da água como uma forma de trabalhar conteúdos científicos com os estudantes. Todos se envolveram, e hoje sabem explicar o processo”, relata a professora.

Além de ensinar conceitos científicos, o projeto demonstrou como a ciência pode ser acessível, respeitando diferentes ritmos e formas de aprendizagem. “Esse projeto veio trazer visibilidade para eles, mostrar do que são capazes. A inclusão é parte da nossa sociedade”, afirma Vanda.

Evento valoriza produção escolar

A etapa regional do Circuito de Ciências teve abertura com apresentações artísticas dos estudantes e recebeu trabalhos desde creches parceiras até escolas de ensino médio, reforçando a diversidade da rede pública. Para Sandra Brito, coordenadora da Regional do Plano Piloto, a ação amplia o alcance da ciência nas escolas. “Todas as escolas podem participar. É uma grande troca de saberes entre diferentes níveis de ensino”, destaca.

A educadora Juciele Silva Ortiz Rosa, chefe da Unidade Regional de Educação Básica do Plano Piloto, reforça o papel pedagógico do circuito. “O evento vai além de apresentar projetos. Ele envolve pesquisa, compreensão, construção e multiplicação do conhecimento, o que é transformador para os estudantes”, afirma.

Com a iniciativa da EC 106 Norte, o Circuito reafirma seu compromisso com a inclusão e o protagonismo estudantil, mostrando que a ciência também pode ser uma ferramenta de integração social e desenvolvimento para todos os públicos.


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