Projeto da CLDF proíbe o uso de benefícios sociais em casas de apostas no DF

A Câmara Legislativa analisará uma proposta de lei para criar Programa de Proteção ao Cidadão contra o Superendividamento e estabelece protocolos de saúde para tratar o vício em jogos, no Distrito Federal. Com o avanço das plataformas de apostas eletrônicas e o impacto financeiro nas famílias de baixa renda, o texto, protocolado pelo deputado Hermeto (MDB), líder do governo, estabelece regras rígidas para proteger, principalmente, beneficiários de programas de assistência social.

“O desvio desses recursos para o mercado de apostas subverte a finalidade da política pública e anula o esforço do Estado em combater a fome”, justifica o parlamentar no texto da proposta.

O ponto central do projeto proíbe o uso de cartões magnéticos de programas como o “Prato Cheio” para o pagamento de apostas. A viabilidade técnica seria garantida pelo bloqueio dos códigos de categoria de comerciante (MCC), impedindo que o cartão seja aceito em plataformas registradas sob a categoria de jogos.

Além disso, as instituições financeiras que operam contas de salários ou benefícios no DF serão obrigadas a oferecer uma ferramenta de “bloqueio voluntário”, permitindo que o próprio cidadão restrinja transações para casas de apostas.

Educação e Saúde Pública

O projeto não se limita a proibições financeiras e foca na ludopatia (vício em jogos) como uma questão de saúde e educação, por meio da inclusão de módulos sobre prevenção ao vício em escolas públicas e nos CRAS; a rede pública de saúde deverá criar protocolos específicos com acompanhamento psicológico e psiquiátrico para jogadores compulsivos.

Outra medida e a obrigatoriedade de que propagandas de “bets” em ônibus e paradas deverão conter advertências claras sobre riscos de dependência e perda de dinheiro.

Punições previstas

Empresas e plataformas de apostas que descumprirem as normas locais estarão sujeitas a sanções pesadas:

Infração Penalidade Prevista
Multas De 10 a 500 salários mínimos
Alvará Suspensão do funcionamento no Distrito Federal

“O objetivo é garantir que o imposto do contribuinte brasiliense chegue efetivamente à mesa de quem precisa, sem ser dissipado em atividades que aprofundam a dependência”, afirma Hermeto.

O Projeto de Lei segue agora para análise das comissões temáticas da CLDF antes de ser votado em plenário. Se aprovado e sancionado, entra em vigor imediatamente.

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