A juíza substituta do Núcleo de Audiências de Custódia (NAC) converteu em preventiva a prisão em flagrante de Willian Lopes, 32 anos, preso pela prática, em tese, do crime de feminicídio. A decisão foi tomada na quinta-feira (15/8), após audiência em que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) defendeu a regularidade do flagrante e a manutenção da prisão, enquanto a Defensoria Pública solicitou liberdade provisória.
A magistrada homologou o auto de prisão em flagrante, considerando que não havia ilegalidades, e destacou que a situação de flagrância confirma a materialidade do crime e indica a autoria do acusado. Segundo a juíza, existem fundamentos concretos para a prisão cautelar, como garantir a ordem pública, prevenir a reiteração de delitos e preservar a credibilidade do Judiciário.
“Cuida-se de delito de feminicídio consumado em que o autuado esfaqueou a vítima em região letal. A sociedade não tolera a prática de delitos contra a vida, um dos mais graves do nosso ordenamento jurídico, tampouco essa forma de resolução de conflitos”, disse a juíza. Ela acrescentou que a periculosidade do acusado e passagens criminais anteriores evidenciam risco de reincidência. O processo seguirá no Tribunal do Júri do Paranoá.
*Informações do TJDFT