A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), realizou na sexta-feira, 23 de maio, uma visita técnica às obras de revitalização do Autódromo de Brasília. A inspeção teve como objetivo monitorar o andamento dos trabalhos e assegurar que o espaço público esteja sendo adaptado para ser plenamente acessível e adequado ao uso da população.
Durante a visita, foram constatados avanços em áreas como drenagem, áreas de escape e na estrutura do kartódromo. No entanto, segundo o procurador distrital dos direitos do cidadão, Eduardo Sabo, ainda existem aspectos que exigem atenção, principalmente relacionados aos espaços destinados ao público frequentador do autódromo.
“Esse equipamento público tem que ser pensado também na ótica do atendimento ao cidadão, com espaços acessíveis a todos. Por isso, acompanhamos de perto, ao lado do BRB e da Federação de Automobilismo do Distrito Federal, as condições das arquibancadas, do paddock e da circulação do público em torno do circuito”, afirmou Sabo.
Para aprofundar o acompanhamento, a PDDC enviou ofício ao Banco de Brasília (BRB), responsável pela execução das obras em parceria com a Terracap, requisitando informações detalhadas sobre o projeto executivo das arquibancadas, o plano de uso e ocupação do espaço, os estudos ou projetos de adequação da pista e o cronograma atualizado das intervenções. O prazo para resposta é de 15 dias após o recebimento do documento.
A iniciativa integra a atuação do MPDFT em defesa do direito à cidade e da boa gestão do patrimônio público. Ao fiscalizar obras de grande porte, a instituição busca garantir que os investimentos estejam alinhados aos interesses coletivos e promovam acesso democrático ao esporte, ao lazer e à convivência em espaços urbanos qualificados.
Segundo Sabo, o Autódromo de Brasília é um símbolo da capital com relevante valor histórico e social. “Sua revitalização representa uma oportunidade de ampliar o acesso da população a práticas esportivas e de lazer, em um ambiente público que respeite os princípios de acessibilidade, inclusão e cidadania”, concluiu.
Com informações do MPDFT


