
Por Larissa Barros
Pelo terceiro dia seguido, a Floresta Nacional de Brasília (Flona) voltou a registrar focos de incêndio. O mais recente começou por volta das 6h desta quinta-feira (11/9), em frente à Colônia Agrícola 26 de Setembro, e mobilizou brigadistas do ICMBio e equipes do Corpo de Bombeiros Militar do DF. A área destruída pelas chamas é de aproximadamente 967 hectares e, até o momento, não há registro de animais atingidos.
Para conter o fogo, 22 militares atuaram na ocorrência com apoio de quatro viaturas. 20 deles trabalharam em solo, enquanto outros dois participaram do combate aéreo, utilizando avião para lançar água sobre a vegetação. Segundo o tenente Ventura, do Corpo de Bombeiros, os incêndios florestais podem ter duas causas naturais, vulcões ou descargas elétricas. Como não há vulcões no Brasil e este período do ano é marcado pela seca, sem chuvas e raros episódios de raios, a possibilidade de origem natural é descartada. “Portanto, a causa é considerada antrópica, ou seja, de origem humana. É fundamental, contudo, diferenciar que uma causa antrópica não significa necessariamente que é uma causa criminosa”, explicou.
O histórico da semana mostra que as chamas têm se repetido. Na madrugada de quarta-feira (10/9), houve outro incêndio nas proximidades da Colônia Agrícola, de menor porte e rapidamente controlado. Já na terça-feira (9/9), as proporções foram bem maiores, cerca de 160 brigadistas, servidores e bombeiros foram mobilizados para apagar um fogo que devastou 220 hectares, equivalente a 5,86% da unidade de conservação, resultando no terceiro maior registro de área queimada no DF em 2025.
Apesar da sequência de ocorrências, a assessoria da Flona esclareceu que nenhum dos focos foi considerado de grande proporção, já que atingiram áreas diferentes da unidade. Mesmo assim, a floresta permanece fechada para visitação até nova avaliação.
O Corpo de Bombeiros reforça que a prevenção é contínua. Antes do período de estiagem, são realizadas campanhas de educação ambiental e conscientização da população. Durante os meses mais críticos, a Operação Verde Vivo entra em fase de combate, ampliando os recursos de acordo com a intensidade das ocorrências, com base no histórico dos anos anteriores.
O tenente Ventura destaca ainda a importância do apoio popular. “Se houver suspeita de algum infrator provocando incêndio, é essencial ligar para a polícia no 190. A colaboração da população com ligações rápidas tem possibilitado que atuemos em vários princípios de incêndio, evitando que eles se tornem grandes ocorrências e contribuindo significativamente para reduzir a área queimada”.




