O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) rebateu o anúncio de que os partidos de oposição PSB e Cidadania entrarão, ainda nesta sexta-feira (23), com pedido de impeachment contra ele, por suposto envolvimento na compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
O pedido de impeachment foi anunciado pela oposição após o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro afirmar, em depoimento, que teria se encontrado com Ibaneis em ao menos duas oportunidades, como revelou o Estado de São Paulo.
O governador Ibaneis Rocha, por sua vez, confirmou os encontros, sendo um almoço na mansão de Vorcaro, no Distrito Federal, e outro em São Paulo, no aniversário de um amigo em comum. Entretanto, o governador disse que não tratou do assunto com o banqueiro. “Entrei mudo e saí calado.”
Ibaneis minimizou o pedido de impeachment do PSB e do Cidadania, partidos comandados pelo ex-governador e atualmente deputado federal Rodrigo Rollemberg e pelo também ex-governador e ex-senador Cristovam Buarque, respectivamente.
“Quanto ao pedido [impeachment] desses partidos são nossa oposição”, afirmou Ibaneis, que recordou escândalos de corrupção dentro dele BRB durante o governo de Rollemberg. “Esses partidos são nossa oposição. Lembrando que o Rollemberg foi o pior governador do DF e teve seus diretores do BRB presos.”
Sem pressão
Alvo de acusações de suposta participação na transação deficitária da compra do Master pelo BRB, o governador Ibaneis Rocha afirmou que não se sentia pressionado para realizar ou apoiar o negócio.
“Sou um advogado preparado. Aprendi a trabalhar sob pressão a vida toda. Mas ninguém nunca me fez qualquer pedido”, declarou Ibaneis.
Sobre as excessivas movimentações de Paulo Henrique Costa, especialmente as idas frequentes do ex-presidente do BRB à Câmara Legislativa, para que o projeto de lei autorizando o negócio fosse aprovado, o governador falou que confiava do no mandatário do ente financeiro do Distrito Federal. “Confiei integralmente no que o Paulo Henrique me relatava”, concluiu.



