O deputado distrital Hermeto (MDB), líder do governo na Câmara Legislativa, foi à tribuna, nesta terça-feira (17), para se defender das acusações de desvio de recursos destinadas a uma escola da Candangolândia, que estava sediada em um terreno ao lado de um motel. O parlamentar sobre uma operação de busca e apreensão em sua casa, no gabinete na CLDF e em seu escritório político.
Segundo o parlamentar, ele vem sofrendo perseguição política, devido as informações de irregularidades na gestão e destinação de emendas parlamentares de seu mandato. “Tem parlamentar que só solta notinha. Eu não solto nota, eu vou para cima. Eu não me escondo.”
O deputado afirmou, durante seu pronunciamento, de que todos os recursos foram registrados no sistema do governo e que não teve contato com o empresário, dono do lote onde a escola está alocada.
“Levaram meu telefone. Eu quero ver se acharão uma conversa minha com esse empresário”, garantiu Hermeto.
O distrital afirmou ainda que estranhou a operação sendo realizada em ano eleitoral, uma vez que as investigações começaram ainda em 2020, de acordo com o parlamentar. “Não estou dizendo que os órgãos de controle estão fazendo algo, mas é muito estranho.”
Suspeita
O deputado distrital Hermeto tornou-se alvo da Operação Blackboard, deflagrada pelo Gaeco (MPDFT), na última semana. A investigação apura um suposto desvio de R$ 46 milhões na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), com foco em fraudes contratuais e na locação de uma escola pública situada no Setor de Motéis.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Câmara Legislativa (CLDF), na própria secretaria e em outros endereços vinculados ao caso. Em sua defesa, o deputado negou qualquer envolvimento em irregularidades nos contratos mencionados.


