O GDF Saúde, plano administrado pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas), anunciou nesta sexta-feira (27) a ampliação da atenção primária à saúde e a expansão da telemedicina para especialidades de saúde mental, beneficiando seus 105 mil usuários, incluindo servidores e dependentes.
Rodrigo Gonçalves, diretor-presidente do Inas, destacou as novidades durante a live ‘Tempo de Refletir’, organizada pela Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), da Secretaria de Economia (Seec-DF). A íntegra do evento, comandado pelo secretário-executivo Epitácio Júnior, está disponível no canal da pasta no YouTube.
A inclusão da Atenção Primária à Saúde (APS) visa oferecer uma medicina mais preventiva e integral. Pacientes com doenças crônicas, como cardiopatas e diabéticos, terão um médico de referência para acompanhamento contínuo, orientação e ajustes em medicamentos ou tratamentos. A APS abrange ações de promoção, proteção da saúde, prevenção de agravos e redução de danos.
Na telemedicina, a expansão abrange especialidades psicossociais para tratar a saúde mental dos servidores. A prática foi adotada em outubro do ano passado, com duas empresas prestando serviços ao Inas. Sem limitação territorial, os atendimentos foram nacionalizados, embora o plano seja restrito ao Distrito Federal por lei, permitindo tratar casos simples fora do ambiente hospitalar.
Epitácio Júnior enfatizou que essas iniciativas podem aliviar a pressão sobre a Subsecretaria de Saúde (Subsaúde) da Seec-DF, reduzindo o absenteísmo. No ano passado, o GDF Saúde realizou 225 mil sessões de psicoterapia, a maioria para servidores das áreas de saúde, educação e segurança pública.
Criado em outubro de 2020, durante a pandemia de covid-19, o plano atende 105 mil vidas com uma rede de 3 mil prestadores de serviços, diretos e indiretos, incluindo grandes hospitais. O Inas, com 207 servidores, injeta mais de R$ 1,5 bilhão por ano na economia hospitalar do Distrito Federal.
Gonçalves reconhece dificuldades, como falhas em atendimentos por razões multifatoriais e a liberação de órteses, próteses e materiais para cirurgias (OPMEs), que exigem duas guias devido ao alto custo, priorizando qualidade e sustentabilidade financeira. O plano não visa lucro, mas sim apoiar o beneficiário ao longo da vida.
Quanto a descredenciamentos de prestadores, o diretor explicou que o ciclo contratual é de até 60 meses, conforme a Lei nº 8.666. No final de 2025, uma renovação ampla resultou na saída de 226 prestadores, principalmente de baixo fluxo que nem faturaram.
Sobre os conselhos de gestão, existem o de Administração, responsável pela aprovação do rol de procedimentos, e o Fiscal, que cuida de questões contábeis e financeiras. Ambos são compostos por indicações do GDF e dos beneficiários. A recente troca de cinco conselheiros ocorreu por iniciativa das entidades de classe, em um processo natural de gestão, sem ingerência política.
Com informações da Agência Brasília

