O 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Roberval Belinati, recebeu o servidor do TJDFT e presidente da Associação dos Servidores da Justiça do Distrito Federal (Assejus), Fernando Freitas, em entrevista para o Programa História Oral. A gravação ocorreu na quinta-feira, 12 de março, no Memorial TJDFT – Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte.
Nascido em 1986, em Ceilândia-DF, Fernando Freitas é bacharel em Direito e pedagogo. Servidor do TJDFT desde 2011, ele integra atualmente o quadro da Secretaria Geral. Sua vida está profundamente relacionada ao trabalho social, com mais de 25 anos de atuação em movimentos comunitários, sindicatos e associações, sempre buscando contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e a valorização dos servidores.
A participação na Assejus é classificada por ele como marcante. Entrou na associação em 2017 por convite de um amigo, quando foi eleito presidente do Conselho Deliberativo. Atualmente, exerce seu segundo mandato como presidente. Além disso, compôs a Diretoria da Administração e a Diretoria Executiva, e atuou como coordenador da Fenaju entre 2019 e 2022.
Fernando Freitas também é membro do Conselho Deliberativo do Pró-Saúde, representando servidores junto ao plano de saúde do tribunal, e participa de várias comissões e grupos de trabalho. Voluntariamente, atua como agente de proteção da Infância e Juventude. Sua motivação para o engajamento social e político vem da ‘dificuldade da vida’. O início ocorreu na infância, ao formar o primeiro grêmio estudantil de sua escola, seguido de liderança comunitária em Ceilândia, lutando por melhorias. ‘Quando a comunidade percebe a chegada de melhorias, fica mais animada e vê que a união vale a pena’, afirmou.
Durante a entrevista, ele falou sobre as demandas dos servidores, como recomposição salarial, teletrabalho e posse de novos aprovados. Destacou o crescimento da Assejus, os projetos e as conquistas dos últimos anos. Quanto ao futuro, planeja continuar na política e trabalhar pela valorização dos servidores e do Judiciário junto ao Poder Legislativo. ‘Não há justificativa para que nós, servidores públicos, deixemos de fazer nosso papel, porque isso só penaliza a sociedade. Existem formas de lutar pela valorização, pela melhoria dos salários. Não é punindo a população que vamos conseguir o que queremos’, defendeu.
Participaram da gravação: o juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência Luis Martius Junior; Jovaldo Rodrigues, assessor da 1ª Vice-Presidência do TJDFT; Vanessa Rocha, supervisora do Núcleo de Apoio à Preservação da Memória Institucional (NUAMI); Gabriela Peñalosa, secretária de Gestão da Informação e do Conhecimento (SGIC); Lorena Travaglia, substituta da SGIC; e Antônio Luís Rodrigues, coordenador de Custódia e Preservação da Memória Institucional (COAMI).
A entrevista completa estará disponível em breve no canal do TJDFT no YouTube. O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados, servidores e outros personagens que participaram da trajetória do TJDFT, trazendo a história do órgão desde sua instalação, em 1960, até os dias atuais, com o objetivo de manter viva a memória do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes idealizou e implantou o programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, gravando 25 entrevistas.
Com informações do TJDFT


