Distrito Federal atinge recorde histórico no acompanhamento de saúde do Bolsa Família

O Distrito Federal alcançou um marco histórico no acompanhamento das condicionalidades de saúde do programa Bolsa Família. Na segunda vigência de 2025, o percentual de cobertura chegou a 86,6%, o melhor já registrado na capital. O índice corresponde à proporção de beneficiários que tiveram o acompanhamento em saúde realizado e devidamente registrado pelas equipes da Atenção Primária à Saúde (APS).

“Esse resultado expressivo demonstra a capilaridade da APS e o trabalho comprometido das equipes que atuam diariamente junto às famílias beneficiárias, garantindo cuidado oportuno, vigilância ativa e acompanhamento qualificado”, destaca o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Afonso Mendes.

O acompanhamento envolve a atuação de diversos profissionais da Secretaria de Saúde (SES-DF), como equipes das unidades básicas de saúde (UBSs), da Estratégia Saúde da Família (eSF) e agentes comunitários de saúde (ACS), além de gestores da pasta.

Para a coordenadora distrital do Bolsa Família, Christiane Viana, o percentual alcançado significa que quase nove em cada dez pessoas do público-alvo foram acompanhadas. “O índice mostra a força da APS, com ações de busca ativa, organização do território, engajamento das equipes e articulação intersetorial. O rastreio é fundamental para assegurar que famílias em maior vulnerabilidade não fiquem sem cuidados essenciais”, explica.

O acompanhamento de saúde do primeiro semestre deste ano, de janeiro a junho, já começou. Mulheres de 14 a 44 anos, gestantes e crianças menores de 7 anos inscritas no programa devem passar pelo rastreio, realizado na UBS de referência. É necessário levar o cartão do Bolsa Família ou o Número de Identificação Social (NIS), documento com foto, caderneta da criança e, se for o caso, cartão da gestante.

O cumprimento das condicionalidades de saúde é obrigatório e inclui, principalmente, a atualização do calendário vacinal e a avaliação nutricional de crianças, além do acompanhamento da gestação e da realização do pré-natal pelas beneficiárias. O descumprimento pode acarretar medidas como bloqueio, suspensão e, em último caso, desligamento do Bolsa Família.

Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF).

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