O Distrito Federal recebe, de 7 a 12 de janeiro, o Brasília Chess Open, etapa dos Torneios Abertos do Brasil promovida pela Confederação Brasileira de Xadrez (CBX). A competição ocorre na Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, e reúne cerca de 150 participantes, entre amadores e profissionais, disputando R$ 22 mil em prêmios nas modalidades Clássico, Rápido e Blitz.
Rodrigo Pereira, bibliotecário da BNB, destacou a importância do evento para o espaço cultural. “A gente está muito feliz de poder receber esse torneio que acontecia geralmente em outros espaços, como em hotéis da cidade. O xadrez é uma modalidade esportiva, mas, ao mesmo tempo, envolve o raciocínio e a inteligência. Acredito que ele conversa muito bem com o que a gente propõe aqui na Biblioteca Nacional”, afirmou.
Marcos Silveira, presidente da Federação Brasiliense de Xadrez (FBX), enfatizou o impacto do torneio na transmissão de conhecimento. “É um evento importante, porque a gente traz jogadores fortes e esses jogadores conseguem, de uma forma orgânica, transmitir conhecimento e expectativa para a turma que está mais nova”, disse. Ele acrescentou que o xadrez contribui para o desenvolvimento intelectual e a formação de melhores cidadãos.
O evento atrai enxadristas de todas as idades e níveis. O monge Dada Prana, de 65 anos, participa para aprender e ganhar experiência: “Venho aqui para aprender, não para ganhar, mas para aprender. Comecei de forma mais séria no ano passado, e você tem que jogar o tempo todo. Treinar, resolver problemas, jogar on-line e sempre participar de torneios para ganhar mais experiência”.
Já o estudante Rafael Mazzochin, de 11 anos, busca um bom desempenho: “Eu gostava de jogar com meus amigos, quis aprender mais para jogar torneios, e comecei a jogar, treinar com meus professores, no meu colégio. Hoje no Brasília Chess eu quero estar no top 20. O xadrez representa muita coisa para mim, gosto muito”.


