Bloco do Amor realiza 11ª edição com ênfase em diversidade e respeito em Brasília

O Bloco do Amor promoveu sua 11ª edição neste sábado de carnaval, reunindo milhares de pessoas nos arredores da Biblioteca Nacional e do Museu Nacional, no centro de Brasília. Fundado em 2015, o evento surgiu com o objetivo de fomentar respeito, diversidade e afeto coletivo, ocupando os espaços da capital com manifestações político-poéticas cheias de cor e glitter.

Sob o lema ‘Sonhar é ato de existência’, a celebração de 2026 enfatiza o sonho e a alegria como ferramentas de resistência e transformação social. Voltado especialmente para a comunidade LGBTQIAPN+, o bloco oferece um território livre de preconceitos e assédios, com uma diversidade de ritmos que inclui axé retrô, música eletrônica, pop, MPB e forró. A edição integra a Plataforma Monumental, estrutura que abriga diversos eventos ao longo de quatro dias.

Letícia Helena, coordenadora geral do Bloco do Amor e produtora cultural formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), explica que o evento nasceu da necessidade de discutir o amor na cidade e promover representatividade. Iniciado como um trabalho voluntário na Via S2 do Plano Piloto, o bloco cresceu e mudou para a área externa do Museu Nacional. Ao longo de 11 anos, os organizadores observaram melhorias significativas na segurança, com protocolos para diversas situações. Em 2024, segundo a Secretaria de Segurança Pública, não houve registros de violência ou assédio contra mulheres.

Foliões destacaram o ambiente acolhedor e seguro. O casal Fernando Franq, 34, e Ana Flávia Garcia, 53, descreveu o bloco como o ‘do coração’, um espaço de arte e aceitação para a comunidade LGBT, sem preconceitos. Ana Flávia enfatizou a importância de um carnaval revolucionário, baseado em respeito à nudez e à diversidade, especialmente entre a juventude.

Clarisse Pontes, 22, bióloga e babá, participou pela primeira vez, buscando paz e curtição em um ambiente de aceitação. Alasca Ricarte, 23, estudante de design da UnB, usou uma fantasia inspirada no mito de Dionísio e na bandeira bissexual, vendo o carnaval como oportunidade de liberdade e autenticidade. Ele lamentou resistências conservadoras em Brasília, mas defendeu a resistência pela aceitação em uma cidade para todos.

Ana Luíza, 25, estudante, escolheu o bloco por sua tranquilidade e respeito à liberdade, contrastando com experiências em outros eventos onde presenciou desrespeito a mulheres. Ricardo Maurício, 41, acompanhado da esposa e da filha de 7 anos, destacou a educação familiar sobre diversidade, afirmando que a criança convive naturalmente com casais gays e trans, compreendendo a riqueza das diferenças.

Com informações da Agência Brasil

Compartilhe esse post :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Create a new perspective on life

Your Ads Here (365 x 270 area)
Últimas Notícias
Categories

Assine para receber notícias

Cadastre seu email e receba todos os dias as nossas notícias em primeira mão.

plugins premium WordPress