Advogado de Trump cobra investigação sobre votação no Brasil

O advogado norte-americano Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, pediu uma investigação independente sobre a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, realizado no domingo (25).

De Luca questionou a decisão atribuída ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a continuidade da votação até as 19h em locais abrangidos pela medida.

O advogado apelidou o episódio de “Janela Zanin” e cobrou explicações sobre os procedimentos adotados.

Entre os pontos levantados, o representante da Trump Media pediu esclarecimentos sobre a execução da determinação e seus possíveis efeitos na organização da votação.

Ele defendeu que as autoridades apresentassem informações documentadas sobre as orientações repassadas aos mesários e os procedimentos utilizados nas urnas eletrônicas.

A controvérsia também envolveu informações sobre a eventual necessidade de reprogramar equipamentos.

Uma alegação atribuída a uma fonte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mencionou aproximadamente 490 mil urnas, mas esse dado precisa ser confirmado por documentação oficial para estabelecer o alcance de eventuais alterações.

O advogado associou os questionamentos à necessidade de transparência no processo eleitoral e defendeu uma apuração independente.

Até o momento, porém, as alegações apresentadas por ele não constituem prova de fraude ou de manipulação dos votos.

A prorrogação foi relacionada a dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às seções eleitorais.

As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também recorreram à Justiça para solicitar a ampliação do horário diante de problemas que poderiam prejudicar o comparecimento às urnas.

De Luca manteve a cobrança por esclarecimentos sobre a decisão e sua aplicação.

O episódio ampliou o debate sobre a atuação das autoridades eleitorais e a transparência dos procedimentos adotados durante o segundo turno, enquanto os questionamentos do advogado aguardavam comprovação documental.

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