Agência de risco Fitch prevê aperto fiscal no Brasil, seja quem for o eleito

A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou nesta quarta-feira (21) que espera política fiscal mais rígida no Brasil em 2027, independentemente de quem vença o segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25), entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a agência, o aperto das contas públicas e os juros elevados pesarão sobre a atividade econômica.

Em relatório, a Fitch justificou a expectativa citando o déficit do país, já acima de 8% do PIB, e a relação entre dívida e PIB, acima de 80%.

A agência projeta crescimento de 1,9% do PIB neste ano e de 1,4% em 2027. Para a Selic, hoje em 13,75%, estima que termine o próximo ano em 11,75%.

Juros e crédito

Segundo a Fitch, os juros poderiam cair mais rápido com um “ajuste fiscal significativo”, o que também pressionaria para baixo os juros de prazo mais longo. Ainda assim, a agência espera que o Banco Central mantenha os juros reais elevados, diante de expectativas de inflação altas e da persistência da inflação de serviços.

De acordo com o relatório, isso manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida e limitará o consumo das famílias, o investimento das empresas e o crescimento do crédito, mesmo com a queda dos juros nominais.

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