O Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou nesta sexta-feira (9) a concessão do Nobel da Paz à jurista Navi Pillay. Nas redes sociais, a pasta acusou a premiação de legitimar o que classificou como “ódio e preconceito contra Israel”.
“Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e acusações caluniosas, Navi Pillay não seria apenas uma candidata. Ela seria a favorita”, afirmou o ministério. A publicação também acusou a jurista de participar de uma campanha de “demonização de Israel com motivação política” e de disseminar alegações de genocídio que o governo israelense contesta.
Para a chancelaria, a decisão foi uma instrumentalização e consagrou “a maior mentira do século 21”. A mensagem ainda teve uma referência a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, ao dizer que ele estaria aplaudindo “do inferno”.
Pillay presidiu, entre 2021 e 2025, a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado. Sob sua liderança, o órgão concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza, acusação rejeitada pelo governo israelense.


