O Núcleo Permanente de Audiência de Custódia do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Wellington Ferreira da Cruz, investigado por infanticídio no Recanto das Emas. Já Luana da Silveira Fonseca, também presa em flagrante, responderá em liberdade, com medidas cautelares.
De acordo com a autoridade policial, um recém-nascido foi encontrado carbonizado em via pública. Câmeras de segurança registraram Luana saindo de casa na madrugada com uma sacola que, segundo ela, continha o bebê. Ela retornou à residência, voltou ao local e abandonou o corpo em uma pilha de lixo. Em depoimento, afirmou que a criança nasceu no vaso sanitário e se afogou logo após o parto.
O relatório policial aponta que Wellington teve conhecimento do parto e a orientou a descartar o conteúdo da sacola no local onde o corpo foi encontrado. O Ministério Público pediu liberdade provisória com medidas cautelares para a mulher e prisão preventiva para o homem. A defesa de ambos pediu liberdade provisória.
Na decisão, o juiz considerou o flagrante regular e entendeu que medidas cautelares bastavam para Luana. Quanto a Wellington, apontou que lençóis e roupas com sangue encontrados na casa fragilizam a versão apresentada. O magistrado também registrou o extenso histórico criminal dele, principalmente em casos de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas, e destacou que laudos periciais essenciais ainda estão pendentes, o que representa risco à investigação. Para o juiz, trata-se de “um crime que demonstra extrema periculosidade e traz profunda intranquilidade social”.
Com isso, Wellington permanecerá preso. Luana foi solta e deverá manter endereço e telefone atualizados, comparecer a todos os atos do processo e não se ausentar do Distrito Federal por mais de 30 dias sem autorização da Justiça. O descumprimento das medidas pode levar à prisão preventiva.
Com informações do TJDFT
