A offshore Egide I Holding Limited, citada no escândalo envlevendo o ministro do STF Dias Toffoli e o controvertido negócio de sua família com interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, comprou na planta um apartamento de US$3.648.750 (equivalentes a R$18,7 milhões) no edifício 888 da sofisticada avenida Brickell, em Miami. O empreendimento promete ser o mais alto da cidade quando ficar pronto, em 2030. A offshore controla a empresa Lino Properties e foi a responsável pela compra.
O imóvel (unidade 41b) fica em um prédio de 90 andares ainda em construção, com assinatura da Dolce & Gabbana, segundo informou o Estadão na noite desta segunda-feira (14), véspera da decisão do Supremo Tribunl Federal (STF) sobrie a instauração de processo investigativo cntra o ministro Alexandre de Moraes, também acusado de envolvimento com o ex-banqueiro acusado de aplicar o maior golpe financeiro da História.
A compra foi feita pela Lino Properties, sediada em Delaware (paraíso fiscal americano). A única sócia da Lino, com 100% do capital, é a Egide I, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. Ambas as empresas pertencem ao empresário Alberto Leite, amigo do ministro Dias Toffoli. A Egide é a mesma holding citada pela Polícia Federal em relatório sobre o destino de recursos ligados ao resort Tayayá.
O contrato foi assinado em 4 de março de 2025, com pagamento parcelado: adiantamento de cerca de US$ 729,7 mil, outra parcela no mesmo valor em março de 2026 e o restante no fechamento do negócio.O gabinete de Toffoli informou ao Estadão que a empresa familiar Maridt vendeu parte das cotas no grupo Tayayá ao Fundo Arleen em 2021 e não realizou outras negociações com o fundo desde então. O ministro não se pronunciou especificamente sobre a aquisição do imóvel em Miami.
A PF investiga o caminho de recursos que saíram do Brasil após a venda de participação no resort Tayayá, no Paraná, e teriam ido parar em estruturas no exterior. Toffoli já se declarou suspeito em julgamentos relacionados ao caso Master.


