A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), deverá anunciar para nesta quarta-feira (29), uma vaga ao Senado Federal em sua chapa à reeleição para o MDB-DF. O acordo foi firmado durante o fim de semana com o próprio presidente nacional do partido, Baleia Rossi, entre outras lideranças.
Segundo uma fonte emedebista, o acordo foi fechado na presença do presidente regional do MDB-DF, Wellington Luiz, o assessor especial do GDF Valério Neves, do ex-vice-governador do DF Tadeu Felippelli (MDB), além do próprio Baleia, como uma forma de pacificar atritos que vinham ocorrendo, desde abril.
Ainda de acordo com a fonte, o MDB terá uma das vagas ao Senado, que deverá ser disputada entre o deputado federal Rafael Prudente e a ex-secretária de Educação do DF Hélvia Paranaguá. Ambos demonstraram, recentemente, interesse na vaga.
“Acredito que ela será do Rafael. A Hélvia ainda não tem voto para essa disputa”, analisou o emedebista.
O acordo tira, ao menos oficialmente da chapa de Celina, uma das vagas do Partido Liberal (PL). Anteriormente, a governadora havia anunciado apoio às duas candidatas pelo Partido Liberal (PL): a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis. Entretanto, a parlamentar não vem desempenhando bem nas pesquisas e deve perder o posto.
“O Valdemar [da Costa Neto – presidente nacional do PL] está muito irritado com a insistência da Bia. Ele prefere que ela venha, novamente, para federal, onde tem uma vaga praticamente garantida, podendo fazer uma segunda cadeira, do que perca a eleição para o Senado e dificulte a eleição para a Câmara dos Deputados.”
O fato de o PL está com duas vagas na chapa de Celina Leão vinha incomodando o MDB-DF, especialmente ao ex-governador Ibaneis Rocha, que, após diversos atritos, desistiu de concorrer. Com emedebistas e Celina apalavrados, a situação parece estar mais tranquila.
“O PL terá apenas uma vaga, assim como o Republicanos – que será representado por Gustavo Rocha, como vice – e o MDB-DF. Precisamos distribuir essas vagas e o PL não é maior que os outros partidos”, concluiu.
