Pelo menos dez técnicos de enfermagem e um enfermeiro passaram mal no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), nesta terça-feira. A unidade é gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Segundo o IgesDF, que está apurando a situação, o mal estar da equipe de servidores aconteceu após apresentarem sintomas compatíveis com um quadro de intoxicação. Os colaboradores tiveram alta ainda na tarde do mesmo dia. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também está na apuração do caso.
De acordo com o órgão, assim que a situação foi identificada, a direção da unidade acionou imediatamente as equipes assistenciais, garantindo o atendimento aos servidores. Eles tiveram o acolhimento necessário e os familiares foram comunicados. Os 10 técnicos de enfermagem foram avaliados e depois de ficarem em observação no Pronto-Socorro do próprio hospital, tiveram alta.
Foi relatado ainda, que todos os colaboradores estavam conscientes, orientados, hemodinamicamente estáveis e com saturação adequada em ar ambiente. Nenhum apresentou nenhum tipo de quadro grave.
O IgesDF afirmou ainda que como medida imediata, a área foi isolada para preservação do local, e foi realizada a coleta de materiais para análise. A presidente Eliane Souza de Abreu, afirmou que a prioridade era entender como estavam os colaboradores acometidos logo após o café da manhã. “Conversei com todo o grupo e entendi que clinicamente eles estão bem, inclusive o grupo está de alta médica”, afirmou. O incidente foi no período da manhã, e de tarde eles ficaram em observação no hospital, sem gravidade. Até o fim desta edição, os servidores aguardavam ainda o desfecho do caso, com o acompanhamento da Polícia Civil, para um encaminhamento para exame toxicológico.
Por se tratar de um mesmo grupo de colaboradores da assistência de um único local, Eliane afirmou que imediatamente os gestores restituíram a escala, para recompor o time da equipe. Desta forma, a população não seria impactada com o desfalque de funcionários. “Nem os internados e nem tampouco os que buscariam atendimento de urgência e emergência”, reforçou a presidente. Ela ressaltou ainda que é prematuro fazer qualquer juízo de valor sobre o ocorrido e que a PCDF investiga o caso. “A gente precisa aguardar as respostas da perícia técnica e dos laudos toxicológicos.”
Um Boletim de Ocorrência também foi registrado na 33° Delegacia a fim de subsidiar a investigação dos fatos pela Polícia Civil, que investiga o caso. De acordo com a corporação, onze funcionários, dez técnicos de enfermagem e um enfermeiro ingeriram o café, começaram a ter náuseas, tremedeiras, calafrios e outros sintomas.
A PCDF não sabe ao certo qual a marca do café e no local onde foi preparada a bebida, não tem câmera de monitoramento. A polícia também afirmou que os funcionários do pronto socorro têm acesso livre à copa.



