A morte da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, após ser picada por um escorpião, reacendeu o alerta para o avanço dos acidentes com esses animais no Distrito Federal, bem como exige medidas da Secretaria de Saúde que amplie as ações de prevenção e aperfeiçoe o atendimento nas unidades de urgência.
A criança foi picada em 12 de junho, no Riacho Fundo, ao calçar um tênis.
Ela recebeu soro no Hospital Regional do Guará, foi transferida para a UTI do Hospital Santa Lúcia, mas morreu em 5 de julho.
Os números mostram que o problema vem crescendo.
Em 2024, a Secretaria de Saúde registrou mais de 3,4 mil acidentes com escorpiões no DF, responsáveis pela maior parte das ocorrências envolvendo animais peçonhentos.
No mesmo ano, foi registrado um óbito de morador do Distrito Federal relacionado a esse tipo de acidente.
No primeiro quadrimestre de 2025, cerca de 82% dos acidentes com animais peçonhentos tiveram escorpiões como causa.
Já até 13 de junho de 2026, foram contabilizadas 1.974 picadas, alta de 6,42% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O cenário clama pela necessidade de campanhas permanentes de orientação à população, com medidas simples, como vistoriar calçados e roupas antes do uso, eliminar entulhos e procurar atendimento médico imediatamente após uma picada.
O caso também aponta a importância de fortalecer e divulgar protocolos de atendimento nas UPAs, postos de saúde e hospitais, garantindo diagnóstico rápido, tratamento adequado e encaminhamento ágil para unidades de referência, sobretudo quando as vítimas são crianças e idosos.

