A coordenadora do Centro de Educação Especial (CEE) 01 foi afastada de suas funções por 60 dias, além de ser alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela corregedoria da Secretaria de Educação. Ercília Tereza Inajosa Gomide é acusada por colegas de unidade de assédio moral e difamação, conforme matéria publicada pelo Jornal de Brasília na última sexta-feira (3). Em reservado, funcionários do colégio comemoraram a medida da corregedoria, onde quatro denúncias já foram registradas contra a coordenadora.
Como previsto em lei, três servidores foram designados para apurar as denúncias e o prazo de afastamento pode ser prorrogado por mais 60 dias. No período, ela continua recebendo remuneração. É a primeira reclamação contra a servidora que vira um processo administrativo, justo quando Ercília completa dois anos na SEDF, onde entrou por meio de concurso em julho de 2024
Entre os atos atribuídos a ela estão o fomento a um ambiente de trabalho tenso, exposição indevida de dados sigilosos de estudantes e pais, difamação e constrangimento público de funcionários – como o caso de uma mulher que sofreu um aborto e teria sido chamado por ela de “desequilibrada”, o que Ercília negou em conversa com o JBr., quando da publicação da primeira reportagem. Desta feita, porém, disse apenas que “esse afastamento foi feito por causa da sua matéria no jornal, para a secretaria apurar os fatos, se realmente estão acontecendo ou não”.
Provocada, a Secretaria de Educação encaminhou nota em que diz que, “em relação aos relatos envolvendo o Centro de Ensino Especial 01 de Sobradinho, foi instaurado o processo administrativo disciplinar para apuração dos fatos, em conformidade com a legislação vigente”, e que o processo corre em sigilo.

