Faleceu neste domingo (5), vítima de um câncer, Rivas Alves, um dos nomes mais respeitados da cultura hip-hop no Distrito Federal. Nascido em 27 de julho de 1969, o artista construiu uma trajetória de mais de 40 anos dedicada aos quatro elementos do movimento (rap, breaking, grafite e DJ) e é lembrado como uma das principais referências da cena periférica de Ceilândia, onde viveu e atuou desde os primeiros passos do hip-hop na capital federal, ainda na década de 1980.
Multifacetado, Rivas foi B-boy, grafiteiro e rapper, integrante do grupo Álibi, um dos pioneiros do rap brasiliense. Ao lado do parceiro Rei, apresentava o Rap Total Podcast, um dos programas de maior relevância sobre música na capital, onde discutia a história do movimento no DF e o papel de Ceilândia como um dos principais polos do hip-hop no país. Fundador da Casa do Hip-Hop de Ceilândia, o artista também foi reconhecido como um dos maiores ativistas da cena, com um trabalho que uniu arte, fé e engajamento comunitário.
Sua morte foi confirmada em nota publicada nas redes sociais pela família, que destacou o legado deixado por Rivas para o hip-hop brasiliense e para a comunidade de Ceilândia.
Nota de falecimento
“Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas! Rivas deixa um legado que vai além de sua arte e deixa lembranças, inspiração e a certeza de que seu legado continuará vivo no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e acompanhar sua trajetória. Agradecemos a todos pelas mensagens de apoio durante todo esse processo “
Rivas Alves 27/07/1969 a 05/06/2026



