Mascotes da Copa de 2026 destacam Canadá, México e Estados Unidos

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As mascotes da Copa do Mundo de 2026 — Maple, Zayu e Clutch — já começam a chamar a atenção do público fora dos campos. Os bonecos do alce Maple, da onça-pintada Zayu e da águia-careca Clutch estão à venda em sites e mercados populares, em diferentes preços, e simbolizam as três sedes do torneio: Canadá, México e Estados Unidos.

Segundo a Fifa, os animais fazem referência à cultura e à identidade dos países e têm como objetivo engajar as torcidas e o público infantil. Maple representa o Canadá e foi inspirado em um alce, animal comum no hemisfério norte. O nome é uma homenagem à árvore maple, símbolo nacional presente na bandeira canadense e da qual se extrai um xarope típico. A mascote veste uniforme vermelho e aparece segurando uma bola de futebol.

Zayu simboliza o México. A onça-pintada é nativa das selvas do sul do país e, na apresentação da Fifa, representa a herança cultural, a dança e a gastronomia, além do espírito vibrante mexicano. Em campo, Zayu é descrita como atacante, com engenhosidade e agilidade, usando uniforme verde e também segurando uma bola. A espécie está ameaçada de extinção no México, embora haja esforços em andamento e sinais de aumento da população, segundo a Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ).

Já Clutch, a águia-careca que representa os Estados Unidos, é apresentada como uma meio-campista com espírito livre, aventureiro e otimista. De cor azul e com a bola nos pés, a mascote, segundo a Fifa, tem a função de mobilizar o time e unir as pessoas. A águia-careca é símbolo dos Estados Unidos, foi considerada animal sagrado por indígenas e já enfrentou ameaça de extinção, mas acabou protegida por ações de conservação, incluindo a proibição do uso de um pesticida.

A tradição de mascotes da Fifa começou em 1966, na Inglaterra, com o leãozinho Willie. No Mundial de 1970, no México, a mascote foi Juanito, um menino de sombrero que acabou criticado por estereotipar a cultura local. No Brasil, em 2014, a Copa teve o Fuleco, o tatu-bola, espécie que continua em risco de extinção no país. Segundo a Associação Caatinga, a perda de habitat provocada por desmatamento, queimadas e caça está entre as principais ameaças ao animal.

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