Pista com radar de velocidade vira atração entre corredores no Parque da Cidade

Quem passa pelo estacionamento 10 do Parque da Cidade encontra a nova atração de Brasília: um circuito de 30 metros equipado com radar movido por energia solar para medir o desempenho dos corredores. A novidade, inaugurada na quarta-feira (3), é a primeira pista de velocidade do Distrito Federal.

O equipamento foi doado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) como legado dos Jogos da Juventude 2025. Segundo o Governo do Distrito Federal (GDF), a iniciativa busca estimular a prática esportiva e ampliar as opções de lazer do parque, que chega a receber mais de 60 mil pessoas aos fins de semana.

Quem treina no local aprovou a novidade. É o caso do analista financeiro Carlos Rodrigues da Costa, de 42 anos, que viu na pista uma forma de testar limites em distâncias curtas. “Achei maravilhoso. É bom porque a gente conhece um pouco do nosso limite e até onde pode chegar. Testa nossa velocidade, já que estamos acostumados com corridas mais longas, e tiros curtos são mais difíceis. Nem todo mundo tem um relógio que marque isso, então acho uma grande inovação para a galera”, destacou.

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Para ele, a estrutura também pode ter impacto além do lazer e revelar novos talentos. “Quem sabe serve até para descobrir novos talentos? Tem gente com muito potencial que não tem como saber a força que tem. O Brasil precisa de atletas de ponta e temos muito talento para descobrir”.

Entre os frequentadores que também se renderam ao circuito está a advogada Rafaela Ferreira, de 41 anos, que esteve no parque na manhã desta sexta-feira (05), acompanhada do marido, Felipe de Souza Ferreira, e da filha. Ela aprovou a experiência. “Achei ótimo. É muito bom para a gente ter uma noção real do ritmo, porque correndo geralmente com os aplicativos de celular, não temos essa precisão. É uma inovação muito bacana, gostei demais”.

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rafaela Ferreira



Rafaela voltou ao percurso algumas vezes ao lado do marido para melhorar o desempenho. Depois das tentativas, já planejava ajustes para a próxima rodada. “Agora vou descansar um pouco e tentar correr vindo mais de trás”.

O movimento na pista também atraiu outras pessoas. A servidora pública Vânia Rua, de 40 anos, e a filha Fernanda aproveitaram o treino no parque para testar o circuito no estacionamento 10. Vânia destacou o estímulo gerado pela estrutura. “É muito legal esse desafio. A gente se sente motivada a treinar e a pista ativa o nosso lado lúdico também.”

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VÂNIA E FERNANDA

A atividade virou uma competição em família. Vânia não escondeu o orgulho ao comentar o resultado da filha. “Ela foi primeiro que a mamãe. Foi lá e deixou a mamãe no chinelo. Ela fez 24,3 km/h e eu fiz 21 e pouquinho”, brincou.

Funcionamento da pista

O sistema é formado por um radar alimentado por energia solar e um trecho de 30 metros demarcado no solo. Ao cruzar o ponto de medição, o corredor tem a velocidade calculada automaticamente e exibida em quilômetros por hora em um painel eletrônico. Os resultados também podem ser acompanhados em tempo real por um aplicativo acessado via QR Code disponível no local.

Responsável pelo projeto, o ex-atleta olímpico Fabiano Pessanha explica que o sistema funciona de forma contínua e independente de rede elétrica. Ele ressalta que a precisão depende de um ponto fixo de medição. “O ponto está a quatro metros do radar. Independentemente de onde a pessoa venha correndo, ao passar exatamente pela marcação, verá a velocidade imediatamente no display, com uma casa decimal”, disse.

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Foto Fabiano Pessanha: Joel Rodrigues/Agência Brasília

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