Dos 13 gols em uma única edição de Just Fontaine em 1958 aos cinco gols de Oleg Salenko em um mesmo jogo em 1994: a história da Copa do Mundo está cheia de recordes a serem batidos.
Na Copa do Mundo de 2026, o argentino Lionel Messi, o português Cristiano Ronaldo e o mexicano Guillermo Ochoa devem quebrar a marca de mais participações.
Recordes coletivos
- O Brasil “pentacampeão”
O Brasil ostenta o recorde de títulos na Copa do Mundo, com cinco (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), um a mais que a Alemanha (a Alemanha Ocidental de 1954 e 1974, e depois com sua denominação atual em 1990 e 2014) e a Itália (1934, 1938, 1982 e 2006), a grande ausente novamente desta edição de 2026 após ter perdido também as Copas do Mundo de 2018 e 2022.
A partida com mais gols da história da Copa do Mundo é um jogo de quartas de final de 1954 no qual a Áustria ganhou por 7 a 5 da Suíça, com hat-tricks de Theodor ‘Turl’ Wagner para os austríacos e de Josef Hügi para os suíços.
Essa partida é também uma grandíssima virada, já que a Suíça dominava por 3 a 0 aos 19 minutos.
Nas oitavas de final de 1938, houve uma partida com onze gols, na qual o Brasil ganhou por 6 a 5 (após prorrogação) da Polônia em Estrasburgo. O genial Leônidas marcou três gols nessa partida, mas foi superado por Ernest Willimowski, que fez quatro para os poloneses.
As três vitórias mais amplas terminaram com nove gols de diferença e a Hungria conseguiu duas delas. Derrotou a Coreia do Sul por 9 a 0 em 1954, com um hat-trick de Sandor Kokcis, e por 10 a 1 a El Salvador em 1982. A Iugoslávia também aplicou um 9 a 0 no Zaire em 1974, com um hat-trick de Dusan Bajevic.
Recordes individuais
- Klose e Fontaine no Olimpo dos artilheiros
O alemão Miroslav Klose é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com um total de 16 gols em quatro edições.
Em uma única edição será difícil fazer melhor do que o francês Just Fontaine, que marcou 13 gols na Suécia-1958.
Os maiores goleadores da história dos Mundiais:
- 1. Miroslav Klose (Alemanha) 16 gols
- 2. Ronaldo (Brasil) 15 gols
- 3. Gerd Müller (Alemanha) 14 gols
- 4. Just Fontaine (França) e Messi (Argentina) – 13 gols
- 6. Pelé (Brasil) e Kylian Mbappé (França) – 12 gols
O russo Oleg Salenko maravilhou o mundo com cinco tentos no 6 a 1 de seu país sobre Camarões em 1994. É o jogador que mais gols conseguiu em um único jogo de Copa. Logo atrás dele, seis jogadores marcaram quatro tentos em uma partida do torneio:
- Ernest Willimowski (Polônia, 1938, derrota 6 a 5 após prorrogação contra Brasil)
- Ademir (Brasil, 1950, 7 a 1 contra Suécia)
- Sándor Kocsis (Hungria, 1954, 8 a 3 contra a Alemanha na primeira fase)
- Just Fontaine (França, 1958, 6 a 3 contra a Alemanha)
- Eusébio (Portugal, 1966, 5 a 3 contra Coreia do Norte)
- Emilio Butragueño (Espanha, 1986, 5 a 1 contra Dinamarca)
- Hakan Sukur, o mais rápido
O turco Hakan Sukur marcou aos 10 segundos e 8 centésimos o gol mais rápido da história da Copa do Mundo, durante uma partida pelo terceiro lugar vencida pela equipe otomana contra a Coreia do Sul (3 a 2) em 2002.
- Roger Milla, o artilheiro mais veterano
O jogador de linha mais velho continua sendo o camaronês Roger Milla, que tinha 42 anos e 39 dias contra a Rússia, quando marcou na derrota de 6 a 1 dos Leões Indomáveis na primeira fase dos Estados Unidos em 1994.
Por sua vez, o defensor português Pepe é o jogador mais velho a marcar um gol em um jogo de eliminação direta. Ele fez isso contra a Suíça nas oitavas de final do Catar 2022 com 39 anos e 283 dias. Seu compatriota Cristiano Ronaldo, Luka Modric ou Edin Dzeko esperam quebrar este recorde na América do Norte 2026.
Curiosidades
- Zero de Cristiano Ronaldo
Surpreendente: a megaestrela Cristiano Ronaldo não marcou nenhum gol em partidas de mata-mata direto em Copas do Mundo.
Em 1930, na primeira edição da Copa do Mundo, as duas semifinais terminaram com o mesmo resultado, 6 a 1. O Uruguai arrasou a Iugoslávia, e a Argentina atropelou os Estados Unidos.
A maior goleada em semifinais do torneio ocorreu em 2014, quando a Alemanha venceu o anfitrião Brasil por 7 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte.
Estadão Conteúdo



