Neymar substituído: placa eletrônica prevalece, diz ex-árbitra Ana Paula

UOL/FOLHAPRESS

A substituição por engano de Neymar na derrota do Santos para o Coritiba por 3 a 0 foi o último momento do camisa 10 em campo antes da convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, nesta segunda-feira (18), a partir das 17h.

A situação gerou uma troca de acusações entre o auxiliar técnico César Sampaio e o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva, além de protestos de todo o elenco santista. Principalmente do meia-atacante substituído, que tinha ali sua última oportunidade oficial de convencer o técnico italiano a assegurar uma vaga no Mundial.

Mas, afinal, o que vale: a papeleta com as instruções de alteração da comissão técnica ou a placa de substituição? Ana Paula Oliveira, comentarista de arbitragem do UOL, explicou como proceder em um caso assim.

PAPELETA É APENAS PARA PROCEDIMENTO E REGISTRO

Em um caso como o do jogo deste domingo (17), o que vale é a placa eletrônica de substituição, diz Ana Paula.

“Porém, o papel de substituição é um procedimento de controle e registro, adotado para a melhor gestão das substituições, e deve ser preenchido pela comissão técnica”, afirma a analista do UOL.

ÁRBITRO REBATE VERSÃO DO SANTOS

Segundo relatou o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva na súmula, o quatro árbitro havia sido informado verbalmente por César Sampaio de que haveria uma substituição e de que Neymar sairia do jogo.

“Após a informação, o quarto árbitro, já com a placa em mãos, virou-se em direção ao assistente técnico do Santos para solicitar novamente a confirmação da substituição do atleta informado, recebendo nova confirmação verbal e gestual do mesmo. O procedimento ocorreu enquanto o quarto árbitro preenchia o documento junto ao delegado da partida, Sr. Guilherme Zangari da Rocha, que presenciou e escutou os fatos relatados”, escreveu Zanovelli.

Ainda de acordo com a súmula, após a conclusão da substituição, César Sampaio teria entregado a papeleta de alteração com um número diferente do que havia informado e confirmado.

“Em ato contínuo, o quarto árbitro foi abordado pela comissão técnica do Santos, alegando que a numeração estava errada — fato que difere do que foi informado verbal e gestualmente pelo Sr. Carlos César Sampaio Campos antes de a placa ser levantada”, afirmou o árbitro.

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