O número de alunos em educação em tempo integral no Distrito Federal aumentou 9,7% entre 2019 e 2024, passando de 46.702 para 51.217 estudantes. O Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 15,5 milhões na manutenção das escolas dessa modalidade e R$ 7 milhões na aquisição de equipamentos tecnológicos, visando melhorar a infraestrutura e os recursos pedagógicos.
Essa expansão reflete uma tendência nacional, conforme os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O país alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (2014-2024), que previa atender pelo menos 25% dos alunos da rede pública em tempo integral.
No DF, o avanço pedagógico também é destacado pela secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Ela mencionou que a meta de alfabetização para 2025 era um índice de 6,3, mas o resultado alcançado foi de 6,5, demonstrando os benefícios da estimulação precoce no processo educacional.
A subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lucia Barros, enfatizou o esforço contínuo do GDF para ampliar o acesso à jornada ampliada, promovendo oportunidades educativas integradas e de qualidade. Os investimentos fortalecem a capacidade das escolas de oferecer educação em tempo integral com condições adequadas.
Histórias de alunos ilustram os impactos positivos. Juliana Dantas, de 16 anos, que estuda no Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Cruzeiro Novo, relata a adaptação à rotina das 7h30 às 17h30, onde aprende programação e planeja cursar engenharia da computação. No Cemi, os estudantes recebem formação dupla: ensino médio regular e curso técnico em Tecnologia da Informação, preparando-os para o mercado de trabalho e o ensino superior. O diretor Getúlio Cruz informou que mais de 40 alunos foram colocados em universidades públicas, e outros acessaram instituições particulares via Prouni e Fies.
Além das disciplinas tradicionais, os alunos participam de atividades extracurriculares, como orquestra sinfônica, teatro e projetos ambientais, como a horta comunitária, o que fortalece laços e reduz índices de violência na região, segundo o diretor.
Outros estudantes compartilham experiências semelhantes. Lucas Tortoretti, de 15 anos, valoriza a otimização do tempo e o aprendizado contínuo em comparação a rotinas ociosas. Sara Teixeira, de 17 anos, de Ceilândia, planeja cursar inglês e estética para abrir seu próprio negócio após a formatura.


