O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu manter a votação realizada na CPMI do INSS, que aprovou 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo de Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A deliberação ocorreu em votação simbólica, na qual os favoráveis permanecem sentados e os contrários se levantam. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), proclamou a aprovação com base no quórum de 31 parlamentares presentes, registrado no painel eletrônico. Para rejeitar os requerimentos, seriam necessários 16 votos contrários, número superior aos 14 alegados por parlamentares da base aliada.
Governistas apresentaram recurso na quinta-feira (26), sustentando que a maioria rejeitou os itens da pauta. Eles anexaram fotos e vídeos da sessão para comprovar que 14 se manifestaram contra. No entanto, após análise da Advocacia e da Secretaria-Geral da Mesa do Senado, Alcolumbre concluiu que não houve violação regimental evidente e que o número de contrários não era suficiente para reverter a deliberação.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira (3), Carlos Viana afirmou não estar surpreso com a decisão e defendeu que seguiu o regimento desde o início. Ele destacou que sua conduta foi técnica e que as cenas de agressão durante a votação envergonham o Parlamento. Viana enfatizou que a CPMI continuará investigando o escândalo do INSS sem blindar ninguém, colocando em votação todo e qualquer requerimento.
A decisão de Alcolumbre foi elogiada por oposicionistas. O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que ela traz alento àqueles que buscam avançar nas investigações. Eduardo Girão (Novo-CE) cumprimentou a firmeza da medida, que eleva a Casa em meio a dúvidas.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), aceitou o entendimento, destacando que uniformiza procedimentos futuros e reforça a colegialidade. Ele defendeu que as investigações devem ser íntegras e comparou a quebra de sigilo do filho de Lula à de filhos de ex-presidentes, que também não foram apreciados.


