O lateral-direito marroquino Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain, que será julgado por uma acusação de estupro, foi relacionado para enfrentar o Mônaco nesta quarta-feira (25), no jogo de volta do playoff de acesso às oitavas de final da Liga dos Campeões, no Parque dos Príncipes, anunciado o clube parisiense.
Um dia depois da decisão judicial de levar Hakimi a julgamento, o PSG ainda não se pronunciou oficialmente, mas adota uma postura de proteção em relação ao jogador, baseada na presunção de inocência.
Desde o início do caso, em fevereiro de 2023, e da acusação formal em março do mesmo ano por estupro, o clube sempre apoiou Hakimi. “Está nas mãos da justiça”, se limitou a responder o técnico Luis Enrique quando questionado em entrevista coletiva na terça-feira.
O jogador, por sua vez, se defendeu em uma publicação no X: “Hoje, uma acusação de estupro basta para justificar um processo, enquanto eu a nego e tudo indica que ela é falsa. Espero com calma esse julgamento, que vai permitir que a verdade venha a público”.
No final de fevereiro de 2023, uma mulher de 24 anos (a mesma idade de Hakimi na época) foi a uma delegacia e declarou ter sido estuprada na casa do jogador em Boulogne-Billancourt (nos arredores de Paris), mas sem registrar uma reclamação formal.
Uma investigação preliminar foi aberta e, dias depois, Hakimi foi indicada, até a decisão de abertura de um processo contra ele.
Para o jogo da Champions contra o Monaco no Parque dos Príncipes (vitória do PSG por 3 a 2 na ida), o time de Paris não poderá contar com o atacante Ousmane Dembélé, fora devido a uma lesão na panturrilha esquerda, e com o meio-campista Fabián Ruiz, afastado há várias semanas por uma lesão no joelho.


