Brasília tem se destacado como capital de grandes eventos esportivos, graças a investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF) em infraestrutura e políticas públicas voltadas ao alto rendimento e à inclusão social. Desde 2019, a cidade sediou competições em diversas modalidades, como o mundial de saltos ornamentais no Lago Paranoá e eventos que lotaram as arenas BRB Mané Garrincha e BRB Nilson Nelson.
Em 2025, mais de 80 eventos foram organizados com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF), atraindo milhares de participantes e espectadores. Destaques incluem a Corrida de Reis, com cerca de 30 mil pessoas envolvidas, a Supercopa do Brasil entre Flamengo e Corinthians, que reuniu mais de 71 mil torcedores sem incidentes graves, e os Jogos da Juventude, com 5 mil jovens atletas, recorde histórico.
O ano de 2026 promete marcos globais, com Brasília escolhida para sediar o Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes da World Athletics, em abril, na Esplanada dos Ministérios. Será a estreia da competição no Hemisfério Sul, com participação de mais de 40 países e a presença do medalhista olímpico Caio Bonfim. A capital também será uma das oito sedes da Copa do Mundo Feminina de Futebol da FIFA, de 24 de junho a 25 de julho de 2027, no Mané Garrincha. Estádios como Bezerrão, no Gama, Augustinho Lima, em Sobradinho, Joaquim Domingos Roriz (Rorizão), em Samambaia, e JK, no Paranoá, foram reformados e poderão servir como centros de treinamento para as seleções.
Os investimentos em 2025 totalizaram cerca de R$ 22 milhões em obras, reformas e manutenções. Entre as ações, a iluminação do Estádio Abadião, em Ceilândia, após quase duas décadas inativa, e a reforma do Estádio Augustinho Lima, com mais de R$ 4,4 milhões, incluindo gramado e pista de atletismo para treinos de Caio Bonfim. O Bezerrão recebeu R$ 3,9 milhões em reparos estruturais, arquibancadas, gramado e sistemas de segurança.
No âmbito da inclusão, os 12 Centros Olímpicos e Paralímpicos do DF atendem mais de 45 mil alunos de 4 a 90 anos em modalidades como futsal, natação, atletismo e artes marciais. Uma nova unidade no Paranoá está em construção para 5 mil pessoas. Programas como o Compete Brasília beneficiaram 5.255 atletas e paratletas com R$ 9,1 milhões em 2025, enquanto o Bolsa Atleta apoia 132 atletas olímpicos e 115 paralímpicos, com reajustes nos valores. Em dezembro de 2025, foi criado o Programa de Apoio ao Futebol do Distrito Federal para desenvolver clubes locais.
A impacto social é evidente em trajetórias como a de Selma Bernardes, presidente da Associação Kron de Lutas. Professora da rede pública, ela descobriu o jiu-jítsu após os 40 anos e, com apoio do Compete Brasília, conquistou títulos mundiais e europeus de 2022 a 2026. Sua associação em Taguatinga beneficia a comunidade, promovendo transformação social. Da mesma forma, a jovem Bianca Alves, que começou aos 14 anos, alcançou o topo do ranking nacional em 2023 e 2024 graças ao programa, destacando o potencial brasiliense no esporte.
Com informações da Agência Brasília



