Usar 12 imóveis públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília. Essa proposta, do governo do Distrito Federal, foi enviada à Câmara Legislativa e faz parte do plano apresentado ao Banco Central para levantar, ao menos, R$ 2,6 bilhões. Dinheiro para suprir as perdas com a compra de crédito do Banco Master pelo BRB.

A ideia do governo do Distrito Federal é usar esses bens como garantia para a captação de recursos, principalmente em um possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos. Segundo a proposta, os imóveis não serão vendidos de forma imediata, mas usados para reduzir os riscos de eventuais inadimplências e baixar os juros dos empréstimos ao Banco de Brasília.
Se aprovado, o projeto permite a transferência das propriedades ao BRB, estruturar operações por meio de fundos de investimento imobiliário, constituir garantias ou fazer vendas diretas. Alternativas, que podem ser adotadas de forma isolada ou combinada.
O Banco Central sinalizou que pode impor restrições ao BRB caso não haja recomposição de capital até a divulgação do próximo balanço, em 31 de março. Entre as possíveis medidas estão limitações operacionais e impedimento da expansão de negócios. A previsão é que o projeto de lei seja debatido pela Câmara Legislativa, nas próximas semanas.
O BRB é alvo de apuração da Polícia Federal após a compra de ativos bilionários do Banco Master. Já o Master é investigado pela emissão de créditos e títulos falsos, fraudes que, segundo as investigações, podem ultrapassar 12 bilhões de reais.
*Com informações da Agência Brasil


