O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac) analisou, nesta terça-feira (10), a proposta de intervenção arquitetônica para o lote que abriga o Brasília Palace Hotel. A reunião focou na apresentação técnica do projeto pelo escritório responsável, que detalhou as características arquitetônicas e esclareceu dúvidas dos conselheiros.
Os projetistas enfatizaram que o Brasília Palace Hotel, marco da arquitetura moderna e elemento essencial da paisagem cultural de Brasília, permanecerá intocado. A nova edificação ocupará apenas parte do potencial remanescente do lote, de cerca de 78 mil metros quadrados, criando grandes áreas livres para garantir a visibilidade do hotel histórico, preservar sua hierarquia no conjunto e manter a relação aberta com o entorno do Palácio da Alvorada.
O projeto prevê um edifício em forma de ‘L’, posicionado periféricamente no terreno, protegendo as visadas internas do hotel e assegurando, a partir de seus pilotis, a vista para o Lago Paranoá. Há um afastamento superior a 20 metros entre a nova construção e o hotel existente, respeitando o limite máximo de altura de 12 metros, conforme as diretrizes do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub).
De acordo com os responsáveis, a proposta segue integralmente as normas urbanísticas e patrimoniais vigentes, incluindo o Código de Obras do Distrito Federal, as normas do Iphan e os parâmetros do Ppcub. O processo de habilitação junto à Central de Aprovação de Projetos (CAP) está em andamento desde janeiro de 2024, com as exigências técnicas já analisadas e atendidas.
Após as explicações, o Condepac emitirá um relatório técnico, a ser apresentado em reunião extraordinária no dia 24 de fevereiro. Na mesma reunião, o conselho definiu a relatoria do processo referente à reconstrução da Casa da Dona Negrinha, em Planaltina.
A discussão reforça o papel do Condepac como instância de diálogo técnico e institucional, avaliando intervenções urbanas à luz da preservação do patrimônio cultural e da paisagem de Brasília, reconhecida internacionalmente.
Com informações da Secec-DF

