Operação da PCDF mira quadrilha especializada em aplicar golpes no SouGov

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de invadir sistemas governamentais e aplicar fraudes eletrônicas contra instituições bancárias e servidores públicos. Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

No Distrito Federal, as diligências ocorrem de forma simultânea nas regiões administrativas do Areal, Ceilândia, Riacho Fundo e Samambaia. A ofensiva policial também alcança os municípios de Aragarças e Barra do Garças, onde endereços ligados aos investigados também foram alvos das ordens judiciais.

“Escritórios do crime” e atuação itinerante

As investigações apontam que o grupo atuava com elevado grau de organização e ousadia. Para dificultar a ação policial, os integrantes alugavam imóveis por temporada e montavam estruturas provisórias, utilizadas exclusivamente para a prática criminosa. Esses locais funcionavam como verdadeiros “escritórios do crime”, equipados com computadores, impressoras e outros dispositivos usados na execução das fraudes.

A estratégia de atuação itinerante permitia que a quadrilha evitasse a fixação em um único endereço, reduzindo as chances de localização e monitoramento por parte das autoridades. Segundo a PCDF, os líderes do grupo encaravam a atividade criminosa como uma ocupação regular, chegando a se referir aos delitos como um “trabalho diário” para manter o padrão de vida.

Prejuízo financeiro e crimes investigados

De acordo com a Polícia Civil, apenas dois casos apurados no Distrito Federal, envolvendo vítimas distintas, resultaram em um prejuízo estimado em cerca de R$ 364 mil para duas instituições financeiras diferentes. As apurações indicam que os valores podem ser ainda maiores, à medida que novos fatos forem analisados.

Os investigados deverão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato eletrônico. As investigações seguem em andamento para identificar outras vítimas, aprofundar o mapeamento do esquema e apurar a participação de novos envolvidos.

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